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E o Natal já passou...


E os dias continuam em ritmo acelerado. Há muita coisa a acontecer, muitas mudanças a caminho e outras já em curso. As horas é que são muito poucas para tanta coisa e tantas emoções ao mesmo tempo... Respiro fundo, mas não posso abrandar... 

Ser ou estar?

Tenho pensado muito nisto hoje... Ser feliz? Ou estar feliz?

Na verdade, este é um assunto que de vez em quando surge em algumas conversas e as opiniões dividem- se sempre.

Estar remete a um estado transitório, passageiro e Ser a algo mais permanente. Quando alguém está feliz sente que é capaz de superar todos os outros sentimentos porque, afinal, a felicidade é a emoção predominante do momento. Mas quando essa emoção é constante, deixa de ser transitória e passa a ser diária, então é-se feliz.

Se calhar, estar feliz até é fácil. Basta um sorriso de alguém de quem gostamos, conversar com amigos numa esplanada, comprar aquele livro que estava na lista de desejos há algum tempo... Mas não chega. É temporário. E sente-se sempre a falta de algo mais... Talvez o que falta é saber como prolongar esse estado de felicidade e transformar o estar em ser.

Ser feliz vem de dentro para fora. Independentemente da situação ou do momento que atravessamos, não nos sentimos pessoas completamente infelizes.

Ser feliz, provavelmente, não é tão simples como parece. Dá trabalho, é uma "tarefa" contínua, requer mestria, ter fé e acreditar sempre que, apesar do mau dia de hoje, o amanhã será melhor.

Ser feliz, é saber procurar o sol num dia cinzento e de chuva.

Vou mais longe: quantos ricos são pessoas amargas e infelizes? E quantas pessoas que até passam dificuldades, irradiam felicidade?

Ser ou estar feliz? E não se complementam as duas formas?

De uma coisa eu tenho a certeza: a felicidade não é igual para todos, é sentida de forma diferente por cada um de nós. E cada um é feliz à sua maneira.

Quanto a mim, eu quero é ser feliz! Saber ser e estar, sempre. E nunca me esquecer de procurar o sol por detrás das nuvens. 😊



A correria dos dias...

Ultimamente tem sido assim... 



Sempre de um lado para o outro... 
Entregar trabalho aqui...
Entregar trabalho ali... 
Ajudar na escola do M para a festa de Natal... 
Fazer os trabalhos com ele para entregar a tempo... 
Fora os afazeres de todos os dias, nem preciso de dizer quais...
E já estamos no último mês do ano! 

Uff... Estou cansada. 


Defeito?

Tenho um grande defeito. Enorme, para dizer a verdade. Nunca me coloco em primeiro lugar, seja em que situação for, sobretudo naquelas em que deveria. Penso mais nos outros do que em mim. Claro que, depois, surgem as desilusões... 



A poltrona azul [2]


Hoje sinto-me um pouco em baixo. Desanimada. Culpa deste tempo cinzento e da falta de sol? Talvez. Talvez não. A verdade é que há dias assim, mais tristonhos. 

Nada é perfeito na vida. Nada. Mas às vezes acho que ela (a vida) quer provar-me isso demasiadas vezes. Quando estamos muito bem, logo surge um problema, alguma coisa - mesmo que pequena - a querer perturbar os nossos sorrisos. Depois lá voltamos a respirar de alívio - prova superada - até aparecer mais alguma coisa outra vez. Estamos cansados destes altos e baixos. Parece que nunca podemos endireitar as costas de vez... 

Tudo corria bem no trabalho do marido, até que percebeu que era tudo ilusório. Muitas falhas por parte da entidade patronal, muita coisa mal feita, muitas dores de cabeça pelo meio. Felizmente começou a surgir trabalho para ele por conta própria e arriscou e despediu-se. 

A medo, fez-se o esforço e o investimento necessário e tudo começou a correr bem. Trabalho sempre certo (sem grandes exageros), clientes a cumprir com o pagamento... Mas começaram a aparecer os "interesseiros", os curiosos: «tens muito trabalho?»; «já enriqueceste?» (inserir aqui o síndrome de invejite aguda - e é mesmo verdade que lhe perguntam isto inúmeras vezes!)... E agora as coisas não estão a correr tão bem: problemas com alguns clientes, falta de pagamentos... E o pior, a saúde dele que não está a 100%. Já fez exames, tem mais para fazer... E é esperar... 

Eu não acredito muito no poder da inveja. Mas, honestamente, vou começar a acreditar. Se calhar estou a dizer um grande disparate, estou só a ser tonta porque estou desanimada, mas a verdade é que nunca conseguimos andar totalmente tranquilos porque a vida não tem deixado. Há sempre alguma coisa a atrapalhar. Sempre. 

Será que me faço entender? Será que alguém me compreende?

Pode ser o desânimo a falar mais alto mas já cansa tantos altos e baixos. Mesmo que sejam problemas pequenos, coisas com solução, mesmo que haja problemas mais sérios por aí... Estou cansada de não poder respirar de alívio por tempo indeterminado! 

Será que peço muito? Será que estou a ser egoísta?

Aprendizagens


Muitas vezes, daquilo que é mau conseguimos tirar algo de positivo. E ao longo dos últimos tempos, daquilo que foi mau, penso que pude retirar algumas coisas boas, nomeadamente o que aprendi e a minha mudança enquanto pessoa.

É verdade quando se diz que a vida nos ensina da pior forma e eu sou a prova disso.

Aprendi que é nos momentos de dor, de dificuldade, que percebemos quem está realmente do nosso lado, pronto para ajudar ou (tentar) confortar. É nestas ocasiões que vemos quem são os amigos do peito, aqueles que, apesar de tudo, estão ali, sempre presentes, mesmo (muitas vezes) não podendo fazer nada para ajudar pois não depende deles. Mas estão, e fazem-se estar presentes, e só isso já conta muito. 

Aprendi, da pior maneira possível, que há pessoas com muito mau carácter, com muita má índole e que fazem de tudo, não olhando a meios nem vendo quem está em seu redor, para alcançar o que pretendem. Se eu acreditava que, apesar de alguns defeitos, qualquer pessoa tinha sempre um lado bom, por experiência própria vi que, de facto, não é bem assim. Há, realmente, pessoas muito más, que prejudicam o outro sem dó nem piedade. Já ouviram falar de lobos em pele de cordeiro? Pois eles existem mesmo! 

Aprendi que tudo aquilo que fazemos ou dizemos tem que ser muito bem pensado. Às vezes achamos que estamos a agir inocentemente mas a verdade é que até essa inocência pode ser usada contra nós.

 Aprendi, também, que a confiança é algo de muito, muito precioso e que não é para qualquer um. E que ela é como o papel, uma vez amarrotada, dificilmente voltará a ficar sem vincos. 

Aprendi, ainda, que para meu próprio bem é necessário criar uma distância de segurança com as pessoas, como fazemos quando vamos a conduzir. Com esta distância, evitam-se colisões e futuras desilusões, que em nada são benéficas para as relações com quem quer que seja, sejam amigos, parentes ou simplesmente colegas. Posso estar a ser demasiado radical, quem sabe, mas já tive várias provas que o melhor é confiar desconfiando. Se tivesse agido assim, não teria passado pelo que passei, that’s for sure! [Mas os "ses" agora não são importantes, pois sem eles não saberia o que sei hoje.]

É verdade... Aprendi muita coisa nos últimos tempos. E espero nunca me esquecer destes ensinamentos. Aliás, sinto que sou uma pessoa diferente. Todos esses acontecimentos mudaram-me... Fizeram-me ver a vida de outra forma, mostrando que ela é um fio que pode ser rompido a qualquer momento e sem hipótese de dar um nó. E que há coisas que devem ser ignoradas em prol das que são realmente importantes... Sim, é verdade, ver com os próprios olhos que a vida é muito, muito frágil, fez-me despertar para aquilo que tem realmente significado e a dar ainda mais valor àquilo que já considerava importante. 

Sem dúvida alguma, separar o trigo do joio, em tudo, foi a minha maior aprendizagem.

De A a Z, a minha pessoa... [2]




N

Não. Tenho que aprender a dizer mais vezes não. Algo que as pessoas não estão habituadas a ouvir de mim.

O

Observar. Adoro observar o ambiente em que me encontro, assim como as pessoas. Sou bastante observadora,  confesso, mas não no sentido de "cusquice". Observo com uma boa curiosidade, apenas isso.

P

Paz. O que mais gosto: de estar e de me sentir em paz.

Paciência. Por norma, sou uma pessoa bastante paciente, e por saberem isso, abusam. Até que expludo. Aí, é fugir da frente, senhores!

Q

Questões. Tenho imensas questões na minha cabeça. Sobretudo daquelas que estamos sempre a colocar à vida mas que já sabemos de antemão que não têm resposta. Sou só eu?

R

Respeito. Gosto de respeitar os outros e gosto que me respeitem. Sem este, não há relação (de qualquer tipo) que resulte.

Rancor. Não sou pessoa de guardar rancor. Já fui, mas depressa percebi que não vale a pena e quem sofria mais era eu.

S

Saúde. Sem ela não somos ninguém. E o que mais desejo para mim e para os meus é saúde. 

Setembro. É o meu mês. Um mês muito especial. O do meu casamento e do meu aniversário.

T

Turquesa. A minha cor preferida, sem dúvida.


U

Um. O dia do meu aniversário.

V

Vinte e cinco. Um número especial. 

Vida. Boa ou má, a vida é um dom. E é, também, um dom saber aproveitá-la.


X

Xaile. Faz-me lembrar a minha avó, que andava sempre com um.

Z

Zelar. Gosto de zelar as minhas coisas. Sou bastante cuidadosa, que é como quem diz, zelosa, e não gosto de estragar nada, mesmo nada. Irrito-me com facilidade se isso acontece.


De A a Z, a minha pessoa... |1|


A

Amor. Pela família. Pelo meu filho e pelo marido. Amor em tudo o que faço. Amor por mim mesma.

Amizade. Apesar das muitas desilusões neste campo, ainda não deixei de acreditar nela. Na verdadeira e cada vez mais rara.

Abraço. O que gosto de um bom abraço! Daqueles bem apertadinhos... 

B

Beijo. Quando quero, sou muito beijoqueira. Mas, uma coisa é certa: não me verão aos beijos em plena rua. Não é do meu feito, nunca foi. A não ser, claro, um beijo como cumprimento. Agora... Do estilo adolescentes-com-hormonas-aos-pulos, não. 

Baloiço. Em pequena gostava muito. Tinha a sensação que conseguia voar. E agora... Acho que ainda gosto.

C

Coração. Muitas vezes deixo a razão de lado e sigo o meu coração. Se é bom ou mau, sinceramente, não sei...

Chocolate. Impossível não falar dele. Um vício! 

D

Direcções. A vida é feita de direcções escolhidas e seguidas por nós. Eu já escolhi determinadas direcções que, ainda hoje, estou para saber se foram as mais acertadas.

E

Eu. Com o tempo aprendi a colocar-me em primeiro lugar em muitas situações e perante pessoas que só são merecedoras de estar na última posição da minha lista.

F

Felicidade. O grande objectivo de todos nesta vida. Eu costumo dizer que a felicidade não é um luxo. Está em nós, bem dentro de nós.

Filhos. Já tenho um, o M, a luz da minha vida. Estou /estamos a ponderar um segundo. Eu estou bastante indecisa, o marido - por ele - era já. 

G

Gratidão. Aprendi a agradecer todos os dias... Posso não ter tudo o que quero, mas agradeço tudo o que tenho.


H

Hipocrisia. Algo que abomino completamente. Detesto pessoas hipócritas.

Humildade. Já esta é uma característica que admiro imenso nas pessoas. Mas em excesso, não! Na dose certa.

I

Ignorar. Tenho cada vez mais certeza que ignorar certa gente e certas atitudes é mesmo a melhor solução.

J

Jornalista. A primeira profissão que quis ter. Depois desta quis fazer mais mil e uma coisas até que a vida me trouxe a profissão atual. 

L

Ler. Adoro ler e já tenho saudades de pegar num bom livro que, por falta de tempo, tem estado muito quieto na estante.

Lábios. A segunda coisa em que reparo quando conheço alguém.

M

Mãos. A primeira coisa em que reparo quando conheço uma pessoa. 



(continua...)

Tornei-me uma medricas

Permitam-me um pequeno desabafo: tornei-me uma medricas. Eu, que era a pessoa mais apologista de não sofrer por antecipação, que respirava fundo e pensava positivo, agora... Tremo só de pensar que alguma coisa pode correr mal. Ao invés de pensar primeiro de forma positiva, não... Começo a enumerar mentalmente o que pode acontecer de menos bom. Um exemplo: hoje o M chegou um pouco mais "murcho" da escola. Ele tem andado um pouco adoentado, uma constipação que é fruto deste tempo, mas assim que dei com ele a dormir no sofá, fiquei preocupada e a pensar que pode estar a "chocar mais alguma coisa". Provavelmente não é nada, tem apenas sono porque ele dorme mal e constipado dorme menos ainda, mas como já há muito tempo que não faz a sesta à tarde, estou em sentido de alerta. A probabilidade de eu estar a exagerar é muita, mas só para que percebam o quão medricas eu me tornei, depois que o M adormeceu, já lhe medi a febre duas vezes. Duas vezes, só para ter a certeza. Enfim... 

E este foi só um exemplo, podia dar outros em que se percebe ainda melhor que estou apenas a exagerar... 


Tenho que voltar a ser uma pessoa mais positiva e relaxada. Sinto que agora fico stressada por tudo e por nada, e não pode ser. Não vale mesmo a pena sofrer por antecipação, andar com os nervos à flor da pele por qualquer coisinha. Não ganho nada, só uma dor de cabeça desnecessária... 



P.S. E enquanto escrevia este texto, claro que fui averiguar se ele ainda dormia tranquilamente... 


Saudades?


Eu sei que há quem goste deste tempo mais frio... Que adore o Outono e o Inverno mais ainda. Eu própria já gostei, não me importava com o friozinho, mas depois que tive o M, esse gosto passou-me. Então desde o ano passado, em que ele esteve quase sempre doente desde que apareceram os primeiros dias de frio, comecei a detestar este tempo. Bom, não é bem detestar, sei que faz parte, mas já não consigo gostar destes dias cinzentos e frios. E, claro, bastou a temperatura descer que o M já esta doente (como estão quase todos na escola dele). Só espero que não se agrave...

Portanto, não, não tinha saudades nenhumas deste tempo de c*c*. Das temperaturas mais baixas, da chuva gelada, dos casacos e casacões, das inúmeras camadas de roupa que tenho que vestir para me manter quente - e ao M também. Não sentia mesmo falta de ligar aquecedores, acender a lareira, colocar mais um cobertor na cama, não poder abrir uma janela por muito tempo porque chove e faz frio... Enfim, acho que já deu para entender como estou entusiasmada com a chegada do inverno...  

Falta muito para o verão?

A vida são dois dias...

Se me aborrecem os pequenos derrames nas minhas pernas? Sim, mas seria pior se de repente deixasse de poder fazer uso delas...

Se me aborrece ter aquela gordurinha indesejada na barriga? Sim, mas se estivesse anorética ou bulímica, era pior...

Se me aborrece ter que fazer malabarismos para que o dinheiro estique mais um bocado? Sim, mas felizmente não passo fome e há quem nem dinheiro tenha para comer...

Se esta queda de cabelo me está a aborrecer? Sim, mas se ele caísse todo por causa de uma quimioterapia seria bem pior...

Tudo isto para dizer que me aborrecem muitas coisas. Mas, depois, paro para pensar: afinal, não me posso queixar muito. Os meus problemas têm solução e nem todos podem dizer o mesmo. Há quem tenha preocupações sérias e poucos ou nenhuns motivos para sorrir.

Como diz no título, a vida são dois dias e um já passou. Sou normal, sou humana, e também tenho as minhas futilidades com as quais me aborreço. Mas não faço dramas e não penso em "cometer o suicídio" só porque me apareceu uma ruga, por exemplo. E se não puder comprar aquela mala que está na moda, paciência. Se eu morrer, fica cá tudo, portanto, para quê estar a ganhar dores de cabeça por causa de coisas que não são tão importantes assim? As dores de cabeça vão ficar guardadas para os problemas sérios, merecedores de toda a minha atenção e energia. Se, felizmente, não os tenho, então toda a minha preocupação e dedicação vai para quem a merece. Vai para o amor, para a amizade, para construir a minha felicidade e para dar alegria aos que me amam. Por que isto, sim, fica, quando eu um dia partir... Fica na memória e no coração dos que partilham a vida comigo...




[Texto escrito em Setembro de 2011, e que pertenceu a um outro blogue meu (guardei todos os posts numa pen). Ao relê-lo voltei a sentir cada palavra escrita e achei-o tão atual, que fazia todo o sentido partilhá-lo.]

Gosto de...

Girassóis e dentes-de-leão. 
Chocolate. 
Bolo de côco. 



Ler.
Escrever. 
E colorir. 


Caminhar à beira-mar, enquanto ouço música. 
Levar o M a passear de bicicleta pelo parque. 
Planear as atividades de fim de semana em família. 


E gosto de... 

Meditar. 
Ter aqueles cinco minutos só para mim. 
E de várias coisas tão simples mas que me fazem sorrir. 




(Continua...)





Aprendizagens


Uma das coisas que aprendi com o meu trabalho foi a saber estar sozinha. Não no sentido de estar só, nada disso. Mas sabia que não ia ter os colegas de trabalho ao lado, nem as pausas para o café acompanhada, e que ia haver alturas em que estar só eu e eu, ia custar. Sim, tem dias em que não me agrada este trabalho solitário... Sinto falta de cinco minutos de conversa sobre trivialidades... Mas, felizmente, na maioria das vezes, eu gosto mesmo disto. Estar concentrada no que estou a fazer ajuda e até acabo por terminar tudo mais depressa. Qualquer coisa pego no telefone e tiro as minhas dúvidas e já dou dois dedos de conversa... Claro que não é a mesma coisa mas também não é mau de todo... Enfim, tem o seu lado positivo trabalhar a partir de casa. Não tenho os chefes a controlarem-me, faço a gestão do meu tempo como mais me convém e, sempre que consigo, tenho uns minutos para estar com uma ou outra amiga, sem o stress do trabalho pelo meio. 

Não, nem tudo são rosas... Mas, como disse, aprendi a saber estar sozinha (e não foi nada fácil!) e a tirar partido dos aspetos positivos deste trabalho. Quando tenho dias menos bons, são esses aspetos que vou enumerando na minha mente e a nuvem cinzenta acaba por passar... 

Mais sobre mim


Eu já... Tive muitos blogues! Estive a contar e, se não estiver enganada, este é o sexto. 

O primeiro foi o que durou mais tempo e era o mais conhecido - mas estava longe de ser um blogue famoso. Nele escrevi sobre uma fase muito especial da minha vida, o meu casamento, e terminou porque não aguentei a pressão de estar a ser "stalkeada". Foi a primeira vez, e única até agora, que tive um problema sério com a internet. Mas não me vou alongar sobre o assunto, até porque é passado e não quero recordar essa fase. Esse blogue é o meu queridinho, conheci gente muito boa onda através dele e tenho saudades desses dias com muitos sorrisos. Depois o mundo dos blogues começou a mudar, eu tornei-me uma espécie de saltimbanco (já explico) e perdi alguns contactos, com muita pena minha. 

O bichinho da escrita permaneceu e penso que nunca deixei de ter vontade de ter um blogue. Comecei tudo do zero mas havia o receio de voltar a ser encontrada pelo stalker... Não queria voltar a passar por todo aquele terror... E por causa disso fui criando blogue atrás de blogue... Até que perdi o medo de voltar a ser perseguida, afinal não era eu que estava errada e não tinha porque me esconder, e cheguei até aqui, ao Colibri. Muita coisa aconteceu pelo meio, coisas boas e más, e apesar de só este blogue estar no ar, tenho todos os outros guardados, como se de diários valiosos se tratassem. Às vezes volto a reler alguns textos... Tem registos muito importantes, como a minha lua de mel, a minha gravidez, o nascimento do M, entre muitas outras fases da minha vida. Quem sabe não recorde aqui alguns desses registos? 

Pretendo continuar a escrever. Enquanto que me der gosto ter um blogue e partilhar um terço de mim, continuarei. Não pretendo voltar a mudar de casa, nem esconder-me, aliás o objetivo é precisamente o contrário. Claro que não sei o que o futuro me reserva, mas por agora, é o que quero. Gosto muito disto, é o meu escape, a minha fuga de um trabalho um pouco solitário, o meu momento de meditação. E espero ter companhia... ;)

♫ ♪ ♥ ♫ ♪



You’re my always
You’re my forever
You’re my reality
You’re my sunshine
You’re my best times
You’re my anomaly


And I’d choose you
 In a hundred lifetimes I’d choose you
 In a hundred worlds I’d find You...


And I’d say, “I do”
For the rest of my life, with all that I have, I do
And I will
When the sky is falling, I promise you I’m all in,
No turning back.
Every day, every moment, Every breath you take...I choose you.


(...)

Mudança?

Queria começar algo novo... Partilhar mais... Com um registo ainda mais pessoal... Mas não sei... Tenho dúvidas. E, sobretudo, tenho receio de "me mostrar". 

Sim? Não?