Mais um dia aqui no *Bosque*




Não, eu não moro em nenhum bosque, nem nada que se assemelhe. Vivo num meio pequeno, que gosto de chamar de *Bosque*, uma pacata vila onde (quase) toda a gente se conhece e, provavelmente por esse motivo, acham que sabem tudo sobre a vida das pessoas. 

Julgo que isto se nota bem nestes meios mais pequenos precisamente por isso: as pessoas conhecem-se com mais facilidade, as notícias chegam mais depressa e se, por um lado, até é bom, por outro... Bem, pode dar azo a que as pessoas tomem a liberdade de se meter onde não devem, façam suposições (erradas) sobre os outros e as suas vidas e se gerem confusões e intrigas. Já vi gente chatear-se seriamente  por causa de suposições de terceiros, porque - lá está - são vizinhos, sabem a que horas entram e saem de casa, e já acham que sabem tudo sobre aquelas pessoas. Errado! Nós só sabemos dos outros aquilo que eles mostram e querem dar a conhecer. Nada mais nada menos. Mas há quem não entenda isso. Assim como não entendem que, lá por se morar num lugar que permite que sejamos mais próximos uns dos outros (não só fisicamente), há limites para tudo, há que respeitar o espaço dos outros, as suas escolhas, e a vida de cada um não deve ser invadida. 

Acho que já estou a devanear demais... Ah! Não houve nenhum acontecimento relacionado comigo. Simplesmente ouvi mais uma historieta típica aqui do *Bosque* e isso fez-me divagar sobre como é fácil criticar aquilo ou quem não se conhece. Não sei se fez algum sentido. Bom... É uma divagação, não sei se é suposto fazer sentido... 

2 comentários:

  1. Faz sentido, sim... mas não conheço bem essa realidade... vivo numa cidade grande e nem sei quem são os meus vizinhos e muito menos os seus nomes ou hábitos: somos tantos! Por um lado, é bom mas, por outro, conduz-nos ao isolamento social. Somos presos por ter e por não ter, como se costuma dizer!

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  2. Ohhh, bem verdade o que dizes! Agora moro num meio igualmente pequeno, mas num apartamento e as coisas são diferentes, mas quando morava com os meus pais, aquilo era impossível. O meio era pequeno, os vizinhos da frente estavam todos reformados e aquilo era pior que o Correio da Manhã. E isso incomodava-me profundamente! As pessoas diziam o que queriam e acrescentavam pontos finais e vírgulas às histórias. E é assim que se levantam falsos testemunhos!

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