Adeus 2017

Não queria terminar o ano a pensar de forma negativa. Por isso, nos últimos dias tenho tentado pensar positivamente. Percebi que tanta negatividade à minha volta nos últimos tempos, só atraiu mais coisas negativas. Assim, quero agora contrariar isso. Se o negativo atrai o negativo, então, pensar em coisas boas só podem atrair coisas boas. É certo que nem sempre se consegue ser positiva, mas também é certo que ser pessimista não resolve os problemas. 

Quero acreditar que tudo acaba por se resolver. E que as tempestades não duram para sempre. O arco-íris está mesmo prestes a aparecer e mesmo que dure pouco tempo, o que vier a seguir terá algum propósito. 

Que eu não perca a Fé. Tudo irá correr bem. A vida não pode ser sempre madrasta e um dia erguerá a bandeira branca. Os dias menos bons darão lugar aos bons. 

E mesmo nas fases mais críticas, que não perca a Força e a Serenidade. Tudo acabará por se compor à nossa volta. 

Termino o ano a Acreditar. Em dias melhores, com sorrisos e gargalhadas à mistura, paz de espírito, harmonia, sentimentos positivos e tudo aquilo que desejamos sempre. 


Adeus 2017. Levo os teus ensinamentos para 2018. E aguardo o novo ano com fé e confiança. 

Cara Vida:

o que tens mais para me oferecer até ao final do ano? Ainda não te cansaste de me mostrar o teu lado mau? 

Esta semana, então, tem sido demais! Se queres castigar alguém por alguma coisa, castiga-me a mim. Não brinques com a saúde do meu filho e também não comeces a brincar com a saúde do meu marido. Vira-te só para o meu lado, pode ser? Mil vezes eu do que eles! 

E, já agora, assim que deixares de estar tão ocupada a brincar connosco, explica-me: que mal te fizemos nós? O que aconteceu para estares tão zangada com estes três seres que nada mais querem do que um pouco de paz? 

Agradecida, 

Ellie


P.S. Já não sei precisar há quanto tempo a minha vida é uma montanha russa. Desde 2016? Talvez antes? Por favor, vida, dá-nos um pouco de paz em 2018... 

Então e o Natal?

Quem me segue pelo instagram já sabe como foi... O pior Natal de sempre! E não, não estou a exagerar. Foram azares atrás de azares, desde coisas pequenas a coisas bem mais chatas. 

Uns dias antes ficamos sem carro. Tinha ido para a marca para fazer um atualização e... morreu. Está lá até hoje para tentarem perceber o que aconteceu e resolverem o problema. Até quando? Pois, também gostava de saber... 

Entre outras coisas que não vale a pena mencionar, o mais grave ainda estava para vir. No sábado o M começou a adoecer. Ele já não andava muito bem, tinha tido uma infeção na garganta no início do mês, depois começou com tosse e entretanto, começou a fazer febre. Como esta era alta, toca de pedir o carro emprestado aos meus pais e lá fomos nós, na madrugada de 24, para o hospital. Cerca de uma hora depois saímos com a indicação de apenas vigiar a temperatura e eu fiquei com a sensação de que aquilo não ia ficar por ali. O M não faz febre por qualquer coisa, quando a tem, algo de mais sério se passa. 

A febre não baixou, aliás até passou a ser de 3 em 3 horas e, cheia de dúvidas, liguei para a Saúde 24. Segui os seus conselhos e como a situação se manteve, à tarde seguimos novamente para o hospital. 

E assim se passou o Natal... Entre hospitais e com o M ao colo para que conseguisse dormir alguma coisa (desta forma não tossia tanto e lá ia dormindo), a vigiar a temperatura, a acalmá-lo durante a noite sempre que tossia e acordava a chorar... Enfim... 

Hoje a situação não é muito diferente. Só a febre parece ter finalmente cedido, mas continuo a não gostar daquela tosse... Só espero que nada se agrave, pelo contrário, tudo melhore. 

Gostava de entrar em 2018 com mais ânimo, mas tendo em conta os últimos dias, até tenho medo de pedir ou desejar alguma coisa.

Aguardemos pelos próximos capítulos... 


Que seja para todos...


Os desejos são sempre os mesmos todos os anos. São aqueles que mais me fazem sentido pedir... 

Que seja um Natal repleto de alegria, principalmente no coração.
Que o amor e a união façam parte deste e de todos os dias. 
Que a paz esteja sempre presente. 
Que saibamos agradecer a sorte que temos, mesmo que às vezes achemos que não temos tudo o que queremos. Se pensarmos bem, se calhar temos mesmo tudo, porque temos o principal. 
Que a saúde não falte. 
E que a felicidade bata à porta, entre e se instale confortavelmente. 

Que seja um muito feliz Natal! 
🎄

Um passo atrás...

Diz a médica que faz parte do processo, que haverão alguns recuos ou desvios, até chegar ao derradeiro destino. Honestamente, começo a achar que a culpa é só minha, que não abrando o ritmo quando sinto o corpo e a mente a pedir mais calma, mais descanso. Mas ela diz que é normal, que todos (mesmo os que não estão doentes como eu estou) temos dias de mais cansaço. Há dias melhores, há dias piores, faz parte, e este recuo não significa que não esteja no bom caminho. 

Não sei... Só sei que as enxaquecas voltaram, porque voltaram as insónias e, por isso, os comprimidos para dormir regressaram à mesinha de cabeceira, e as cápsulas S.O.S. para as dores estão novamente naquele mini cesto de comprimidos que já estava guardado. 

Respiro fundo... Uma, duas, três vezes... Quero acreditar que é só mais uma fase curta... 


De coração, espero que o Natal me traga mais saúde. E mais calma em todos os meus dias (tenho andado muito enervada). Já agora, se não for pedir muito, umas noites bem tranquilas, com um sono reparador. 🙏

Pausa para reflexão

Resolução para 2018: vou tornar-me má pessoa. Por aquilo que vejo em meu redor, as pessoas com mau carácter são as que se dão melhor (até rimou e tudo). De que adianta ter bons valores, ser boa pessoa, se os outros abusam de ti? Se não têm problemas em passar-te a perna? E ainda te criticam sem dó nem piedade? E não hesitam em te prejudicar? 

Cansei-me. A partir de hoje serei Ellie, a Maléfica. Ou Ellie, a Má. Ou ainda, Ellie, a Cruella.



Em todo o caso, estou cansada de ser "boazinha" e ainda levar pontapés. E só vejo os outros a atingirem os seus objetivos, a terem aquilo que querem, mesmo que para isso tenham chutado outras pessoas para canto.

Fartei-me. A partir de hoje serei egoísta, egocêntrica e vou estar nem aí para os sentimentos de terceiros. Quem sabe assim não passam a ver-me com outros olhos e a dar-me mais valor? 










Não, obviamente que não quero nada disto. Esta não é uma resolução para 2018. Mas, por aquilo que presencio muitas vezes, dá mesmo vontade de, por um tempo ainda que curto, experimentar ser má pessoa e ver o que conseguiria com isso.

Ainda sobre o Natal...

Agora somos cerca de dez pessoas à mesa, mas já fomos mais. Juntavam-se os tios, os primos e os avós. Lembro-me da minha animação quando era pequena. Tanto entusiasmo e tanta ingenuidade junta! 

Fui crescendo e fui ouvindo. Ouvia a minha mãe sempre a queixar-se que quem tinha o trabalho todo era ela. Cozinhar para tanta gente não era fácil e as ajudas eram muito poucas. Eu era pequena e quem podia ajudar, pouco ou nada fazia. O trabalho mais pesado era todo para a mesma e ela lá ia desabafando, sempre muito chateada... E eu ouvia e guardava... 

Depois ouvia os outros a reclamarem que estavam cansados de terem tanto trabalho. E observava a minha mãe, sempre a correr de um lado para o outro para ter tudo pronto a horas, e sempre a última sentar-se à mesa... 

Recordo-me que houve um ano que pedi que não houvesse Natal... Não queria ouvir as mesmas reclamações de sempre, não queria ver a cara de amuados dos tios, nem queria ouvir os primos a gozarem com os presentes dos outros... 

Ah! Os presentes! A minha mãe escolhia-os com todo o cuidado. Pensava sempre se ia ter utilidade, se eram de acordo com o gosto de quem os ia receber... Lembro-me do último presente que a minha mãe recebeu: uma coisa qualquer, sem serventia, que não tinha nada a ver com ela... Sabem, um presente que não foi pensado, foi comprado por obrigação. Entraram na primeira loja que viram e agarraram na primeira coisa que encontraram. Assim mesmo. E a cara dela de tristeza quando o abriu. E no dia seguinte, os desabafos... 

Houve um ano que levei um pontapé na mão. Era pequena, mas nunca me esqueci desse episódio. O Natal nesse ano era em casa dos tios (mas a minha mãe cozinhava e levava a comida para todos). Estava na hora de abrir os presentes. Eu, sentada no chão, abria os meus e colocava os papeis à minha volta. A tia passou e chutou os papeis todos acertando-me numa das mãos. Ficou uma bela lembrança de Natal... 

Os primos cresceram, o meu irmão casou, a família aumentou e o Natal passou a ser com cada família em sua casa. Melhor assim. Porque mesmo eu já ajudando a minha mãe, as reclamações eram as mesmas e a cara de frete dos outros permanecia. Os Natais passaram a ser mais leves. 

Ainda assim, cresci sem criar grandes expectativas para esta época. As recordações não eram muitas e também não eram as melhores... Eu só via azáfama, stress, cansaço... E parecia que o Natal era só isso. O Natal e o Ano Novo. Via os outros muito entusiasmados, com grandes planos e ideias, e eu... Só queria que chegasse a janeiro rapidamente! Portanto, para mim, o Natal não era aquela época mágica... 

Só depois que o meu filho nasceu é que o meu espírito natalício começou a dar o ar de sua graça. Encontrei-o neste pequeno ser que agora fala do Pai Natal, do Menino Jesus, das luzes e da árvore que começou a pedir para fazer ainda em Novembro. Tomo o seu entusiasmo como meu, como aquele que não tive até há cerca de três anos. É nele que vejo a magia desta época que dizem ser tão especial. ♥


Sobre o Natal...


A Emma do blogue Find Joy in the ordinary convidou-me a responder a algumas perguntas sobre o Natal. Eis algumas coisas sobre mim e esta época. 

1. Qual é o teu filme de Natal preferido?
Gosto imenso de A Christmas Carol (clicar para ver o trailer), ou Um Conto de Natal (o título adaptado em português), um filme da Disney que é  uma adaptação da história de mesmo nome de Charles Dickens. 

2. Onde costumas passar o Natal?
O Natal é sempre cá em casa, com mais ou menos 10 pessoas. 

3. Qual é a tua música de Natal favorita?
Bom... esta é difícil, mas a ter que escolher só uma música, a eleita é I'll be home for Christmas cantada por Michael Bublé.

4. Abres os presentes na véspera de Natal?
Sim, sempre no dia 24 à noite. Não espero até à meia noite porque o mais novo não aguenta até lá (de ansiedade e de sono... ah ah ah!). 

5. Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
A única parte que gosto mesmo é de nestes dias se reunir a família. O M delira com tanta gente em casa. 

6. Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa. Mas em pequena tive verdadeiras. Na altura ainda não se compravam artificiais, por isso lembro-me que íamos sempre cortar uma aos pinhais perto de casa. Tentávamos escolher o pinheiro mais perfeitinho, colocava-mo-lo num vaso com areia e depois era só decorar. 

7. Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Bilharacos, sem margem para dúvidas! 

8. Sê honesta: preferes dar ou receber presentes?
As duas coisas. E estou a falar a sério. Gosto imenso de dar presentes, de ver o sorriso de agrado de quem os recebe, de os embrulhar com todo o cuidado e carinho... Gosto mesmo de presentear as pessoas de quem gosto. Mas, estaria a mentir se dissesse que não gosto de receber. Gosto pois! 

9. Qual foi o melhor presente que recebeste?
Hum... Não sei. Não sei mesmo. Se gostar do presente, então é o melhor! [Porque já recebi daqueles que nem imaginados... ah ah ah!]

10. Qual o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
A Lapónia finlandesa, mais precisamente Rovaniemi, a cidade do Pai Natal. O lugar é lindo! Ora vem se não tenho razão... Clicar aqui

11. Momento mais memorável das férias de Natal?
Não tenho. Em tempos de estudante, tinha sempre trabalhos para fazer e achava sempre as férias curtas. Agora... férias nem vê-las! Só em Agosto. Mas, pronto, era sempre bom estar por casa, não ter que me levantar cedo... Se calhar esses eram os momentos mais fixes das férias: dormir até tarde. Ai que saudades! 

12. Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
O momento exato não me lembro. Mas sei que foi natural. Fui crescendo e percebendo que quem compravam as prendas eram os adultos e aceitei isso bem.

13. És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Estou ali no meio termo. Não ficam perfeitos, mas ficam giros. 

Agora tinha que escolher mais pessoas para responder às mesmas perguntas, mas vou sugerir que, quem quiser, as levem consigo ou responda por aqui. 😊

Pausa para reflexão

Por vezes queixo-me das desilusões, do cansaço, das inúmeras horas sem dormir, das idas ao médico, dos problemas (felizmente) com soluções... Mas, depois, paro para pensar que no geral, colocando tudo na balança, tenho imensa sorte. 

Aqui há dias, enquanto esperava que o M saísse da escolinha, ouvia duas senhoras a conversar. Uma delas dizia à outra que até tinha uma boa vida. Fiquei a pensar naquelas palavras... 

Boa vida? Ou vida boa?

Ela, claramente, tinha uma boa vida. E eu cheguei à conclusão que até tenho uma vida boa. Os problemas, inclusive de saúde, vão-se resolvendo. O meu filho é feliz, sorri todos os dias, gosta da escola e gosta de voltar para casa enquanto relata o que fez com os amiguinhos. Há amor no nosso lar, há alegria, há conforto, há o essencial para esta pequena família. 



Se tenho tudo o quero? Não, não tenho. Há coisas que gostaria de comprar mas não posso, há viagens que gostaria de fazer mas não é possível, tenho planos que sei que muito provavelmente não passarão da minha mente... No entanto, chego ao fim do dia e sorrio: o importante eu tenho. O principal mora aqui. ♥

♫ Cá por casa toca...



It ain't even cold outside, not where I'm from
Feeling like it's mid-July under the sun
My jacket don't get no love, no hats and no gloves, not even a chance to rain
But my baby's in town and we're gonna do some winter things


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey


Take me to the ice-skating rink downtown (no, no, no, downtown)
Even though it's one hundred degrees, gotta get out
Ain't no ice or no chills, no snowmen to build, most of our friends at the beach
But my baby's in town and we're gonna do some winter things


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey


Just imagine that we're laughing
In my cabin, chilling by the fireside
Even though this sun is blasting
We can be wherever if we visualize


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey

Há dias assim...


Em que a desilusão nos bate à porta e entra sem pedir licença... 
E achava eu que já tinha presenciado de tudo... 



[Hoje é assim, amanhã será melhor.]

M, o justiceiro

- Mãe, sabes, hoje portei-me um bocadinho mal na escola... 
- Ai sim? O que fizeste?
- O A estava a bater-me... 
- Sim, e tu o que fizeste? 
- Também lhe bati... 
- Porque não falaste com a professora? 
- Ela não estava no recreio... 
- Sabes que não se deve bater nos outros meninos... 
- Pois não... Não se bate nos meninos que se portam bem. Mas o A estava a portar-se mal... 

E é isto. O meu filho tornou-se uma espécie de justiceiro. Se te portas mal, levas com uma consequência... 




Nota importante: desde que o M entrou para escola que lhe tenho vindo a explicar que não deve deixar que os outros meninos o magoem, que deve defender-se, mas não o incentivo a responder na mesma moeda. Mas com este diálogo percebi que já aprendeu por si que há alturas que mais ninguém o pode defender a não ser ele mesmo e que o outro só aprende se lhe fizer igual. Certo é que o A (o menino que bate em todos os meninos na escola) nunca mais lhe tocou... 

Óbvio que continuo a achar, e a explicar, que ser violento não é a solução. Mas também não quero que o meu filho apanhe dos outros sem se defender só porque os pais lhe disseram que bater não é correto. Enfim... Um dilema, não é verdade? 

Só mais 5 minutos!

Ou mais meia hora! 

Nas últimas semanas, o M tem acordado bem antes do nosso despertador tocar. Por volta das 6.30 da manhã, lá anda ele a pé a chamar por nós... Tão bom... 

Mas o problema maior está no facto de ele nunca querer dormir. Ultimamente recusa a sesta, recusa ir para a cama à hora habitual... Até pode estar a cair para o lado com o sono, mas luta contra ele como eu nunca vi igual! 

À noite é um castigo para o convencer a ir dormir. São nove, são dez, às vezes são onze da noite e ele a pé, sempre a dizer que ainda não tem sono (quando tem muito!)... É preciso ralhar para ele ir para cama e, mesmo assim, vai muito contrariado e quase sempre a choramingar (que eu acredito ser mais de sono do que de outra coisa). 

De manhã, quer tenha dormido muito ou pouco, lá anda ele a acordar-nos antes do galo cantar... E já não há quem o consiga voltar a adormecer, que ela levanta-se com o turbo ligado e cheio de genica! 

Já nós, pais, bem pedimos só mais cinco minutinhos... 


Mas não, nem cinco nem um... E andamos praticamente a dormir em pé... 😪 💤

Bem, espero que seja só mais uma fase... E que passe bem depressa!