A correria dos dias...

Ultimamente tem sido assim... 



Sempre de um lado para o outro... 
Entregar trabalho aqui...
Entregar trabalho ali... 
Ajudar na escola do M para a festa de Natal... 
Fazer os trabalhos com ele para entregar a tempo... 
Fora os afazeres de todos os dias, nem preciso de dizer quais...
E já estamos no último mês do ano! 

Uff... Estou cansada. 


Defeito?

Tenho um grande defeito. Enorme, para dizer a verdade. Nunca me coloco em primeiro lugar, seja em que situação for, sobretudo naquelas em que deveria. Penso mais nos outros do que em mim. Claro que, depois, surgem as desilusões... 



A poltrona azul [2]


Hoje sinto-me um pouco em baixo. Desanimada. Culpa deste tempo cinzento e da falta de sol? Talvez. Talvez não. A verdade é que há dias assim, mais tristonhos. 

Nada é perfeito na vida. Nada. Mas às vezes acho que ela (a vida) quer provar-me isso demasiadas vezes. Quando estamos muito bem, logo surge um problema, alguma coisa - mesmo que pequena - a querer perturbar os nossos sorrisos. Depois lá voltamos a respirar de alívio - prova superada - até aparecer mais alguma coisa outra vez. Estamos cansados destes altos e baixos. Parece que nunca podemos endireitar as costas de vez... 

Tudo corria bem no trabalho do marido, até que percebeu que era tudo ilusório. Muitas falhas por parte da entidade patronal, muita coisa mal feita, muitas dores de cabeça pelo meio. Felizmente começou a surgir trabalho para ele por conta própria e arriscou e despediu-se. 

A medo, fez-se o esforço e o investimento necessário e tudo começou a correr bem. Trabalho sempre certo (sem grandes exageros), clientes a cumprir com o pagamento... Mas começaram a aparecer os "interesseiros", os curiosos: «tens muito trabalho?»; «já enriqueceste?» (inserir aqui o síndrome de invejite aguda - e é mesmo verdade que lhe perguntam isto inúmeras vezes!)... E agora as coisas não estão a correr tão bem: problemas com alguns clientes, falta de pagamentos... E o pior, a saúde dele que não está a 100%. Já fez exames, tem mais para fazer... E é esperar... 

Eu não acredito muito no poder da inveja. Mas, honestamente, vou começar a acreditar. Se calhar estou a dizer um grande disparate, estou só a ser tonta porque estou desanimada, mas a verdade é que nunca conseguimos andar totalmente tranquilos porque a vida não tem deixado. Há sempre alguma coisa a atrapalhar. Sempre. 

Será que me faço entender? Será que alguém me compreende?

Pode ser o desânimo a falar mais alto mas já cansa tantos altos e baixos. Mesmo que sejam problemas pequenos, coisas com solução, mesmo que haja problemas mais sérios por aí... Estou cansada de não poder respirar de alívio por tempo indeterminado! 

Será que peço muito? Será que estou a ser egoísta?