A vida é muito frágil
Nada que eu já não saiba. Mas estou constantemente a ser lembrada disso. Num minuto estamos a sorrir, no outro já estamos de lágrimas nos olhos. As coisas acontecem, os problemas surgem, as pessoas desentendem-se... A vida coloca-nos nas mãos coisas sérias para resolvermos... Enquanto isso, perdemos a vontade de sorrir. A tristeza assombra-nos e as lágrimas assaltam-nos os olhos a todo o momento...
Tudo passa. Nada dura para sempre, nem mesmo estas nuvens cinzentas que agora pairam no nosso céu. Há solução para tudo, menos para a morte, e até com essa teremos que um dia aprender a lidar, quer queiramos, quer não. É só uma fase, mais uma para juntar à coleção das que já ultrapassei, mesmo contra a minha vontade. O sol vai voltar a brilhar. Até lá, parece que carrego o mundo às costas, mas no fim estarei mais forte.
Estava aqui a lembrar-me...
Porque tenho um blogue.
Confesso que nestes últimos dias já me apeteceu terminar com ele um sem número de vezes. Porque não tenho tempo, porque não tenho nada de interessante para dizer, porque ninguém lê, porque ninguém gosta... Enfim! Acho que me passaram pela cabeça variadíssimas razões para desistir deste caderno virtual. Mas não. Cá estou. E pretendo continuar, obviamente. Porque gosto, porque - mesmo que não tenha nada de muito interessante para dizer - é o meu escape, e porque - como diz na imagem - não se guardam as palavras, no caso, escrevo-as para não me sufocarem.
O M quer um irmão
Há já algumas semanas que o M me anda a dizer que quer um mano.
- Quando o meu mano chegar, mãe, ele vai poder usar a minha cama de bebé, não vai? E vestir aquela roupa que já foi minha?
- Quando tiver um mano ele vai ter brinquedos de bebé. Eu não, que eu já sou crescido...
Entre outras frases várias em que a palavra mano surge sempre.
- E se for uma mana, M? Sabes que também pode ser uma mana e é giro na mesma ter uma mana...
- Não. Tem que ser um mano.
- Mas não dá para escolher...
- Dá, dá, que eu já escolhi e falei com a Sra Cegonha...
Tanta imaginação que este meu filho tem... Pelo menos ainda não começou a fazer aquelas perguntas mais difíceis de responder... Porque para ele é muito simples, só quer um irmão. Um mano.
Tenho pensado nisso. Muito mesmo. E chego sempre à mesma conclusão: ainda não estou preparada para um segundo filho. Se perguntarem as razões, não sei responder. Só acho que esta não é a altura. Ou que eu não estou à altura. Tenho receio, por causa do esgotamento, acho que não vou conseguir dar conta do recado. Não sei... Acho que estou à espera de sentir aquele "clique" como aconteceu quando comecei a pensar engravidar pela primeira vez. E ainda não senti isso...
Por outro lado, esta era a altura ideal. Ele tem 4, eu 36, o pai 40... Isto se quisermos colocar a idade na balança, porque se formos a ver, conta bastante. E o M já não é tão dependente (falando de biberões, fraldas, desfralde, e outras coisas do género).
E, claro, sempre quisemos ter mais filhos. Sempre falamos em sermos uma família de 4, no mínimo. O pai, por ele, já tinha sido... Eu é que estou a pôr um travão no assunto. Tenho que me sentir preparada. Mas nem sei se haverá a preparação certa...
Para este fim de semana...
Frio lá fora. E chuva.
O calor da lareira. Mantas quentinhas e o conforto do sofá.
Cappuccinno para acompanhar aquela série.
Família. Momentos simples para aproveitar.
♥
Ainda venho a tempo?
De dar as boas-vindas a 2019 aqui no blogue?
Não vou dar uma grande novidade, é mais do mesmo, mas é a verdade: os meus dias têm sido tão corridos que não tenho tido tempo de olhar para o lado. Pensei que a época festiva que já passou fosse ser mais calma para mim, mas não, pelo contrário, andei sempre a contar os minutos. Ufa (longo suspiro)... Espero que os próximos dias sejam mais calmos e eu consiga sentar-me tranquilamente em frente ao computador e dedicar algum tempo a este espaço que tanto gosto. Aliás, essa foi uma das resoluções para este ano que já entrou. Eu, que não sou de estabelecer decisões de ano novo, desta vez fiz uma pequena lista de coisas que quero melhorar este ano.
Para que fique registado:
🌷 conseguir organizar-me melhor, de forma a ter mais tempo para mim, para os meus, e para o que mais gosto de fazer (o blogue está incluído). Eu, que sempre me considerei uma pessoa bem organizada e metódica, não tenho conseguido sê-lo. Sinto que o tempo foge-me por entre as mãos, em parte por culpa minha, por não estar a saber organizar o meu tempo. Sei que posso melhorar e esse é o objetivo para este ano;
🌷 ler. Podia dizer ler mais, mas a verdade é que não tenho lido nada. Nada! Bem tenho o mesmo livro há séculos na mesa de cabeceira, mas se li duas linhas foi muito. É certo que leio muito durante o dia - como revisora - e muitas vezes chego ao fim do dia nem quero ver letras à frente, porém, tenho saudades de pegar num livro e sentir o entusiasmo de seguir uma história. E são tantos os livros na minha wishlist!
🌷 desligar as redes sociais à noite. Assim que me sento no sofá já pronta para relaxar um pouco depois da azáfama do dia, dou por mim a consultar as minhas redes sociais sem parar. Praticamente até ir dormir. Ora, acho que estou errada. Penso que posso aproveitar esses minutos para ler, ver uma série, fazer outra coisa qualquer... e só voltar a pegar no telemóvel no dia seguinte. Será que vou conseguir? Não é impossível e não custa tentar. Se calhar até vou estabelecer uma hora. Às 21h as redes sociais ficam offline.
Tenho mais dois itens na minha lista, mas esses ficam só para mim. São resoluções muito pessoais, que nem às paredes contei. 😉
Agora, mãos à obra! Em 3... 2... 1!
E o Natal já passou...
E os dias continuam em ritmo acelerado. Há muita coisa a acontecer, muitas mudanças a caminho e outras já em curso. As horas é que são muito poucas para tanta coisa e tantas emoções ao mesmo tempo... Respiro fundo, mas não posso abrandar...
Ser ou estar?
Tenho pensado muito nisto hoje... Ser feliz? Ou estar feliz?
Na verdade, este é um assunto que de vez em quando surge em algumas conversas e as opiniões dividem- se sempre.
Estar remete a um estado transitório, passageiro e Ser a algo mais permanente. Quando alguém está feliz sente que é capaz de superar todos os outros sentimentos porque, afinal, a felicidade é a emoção predominante do momento. Mas quando essa emoção é constante, deixa de ser transitória e passa a ser diária, então é-se feliz.
Se calhar, estar feliz até é fácil. Basta um sorriso de alguém de quem gostamos, conversar com amigos numa esplanada, comprar aquele livro que estava na lista de desejos há algum tempo... Mas não chega. É temporário. E sente-se sempre a falta de algo mais... Talvez o que falta é saber como prolongar esse estado de felicidade e transformar o estar em ser.
Ser feliz vem de dentro para fora. Independentemente da situação ou do momento que atravessamos, não nos sentimos pessoas completamente infelizes.
Ser feliz, provavelmente, não é tão simples como parece. Dá trabalho, é uma "tarefa" contínua, requer mestria, ter fé e acreditar sempre que, apesar do mau dia de hoje, o amanhã será melhor.
Ser feliz, é saber procurar o sol num dia cinzento e de chuva.
Vou mais longe: quantos ricos são pessoas amargas e infelizes? E quantas pessoas que até passam dificuldades, irradiam felicidade?
Ser ou estar feliz? E não se complementam as duas formas?
De uma coisa eu tenho a certeza: a felicidade não é igual para todos, é sentida de forma diferente por cada um de nós. E cada um é feliz à sua maneira.
Quanto a mim, eu quero é ser feliz! Saber ser e estar, sempre. E nunca me esquecer de procurar o sol por detrás das nuvens. 😊
A correria dos dias...
Ultimamente tem sido assim...
Sempre de um lado para o outro...
Entregar trabalho aqui...
Entregar trabalho ali...
Ajudar na escola do M para a festa de Natal...
Fazer os trabalhos com ele para entregar a tempo...
Fora os afazeres de todos os dias, nem preciso de dizer quais...
E já estamos no último mês do ano!
Uff... Estou cansada.
Defeito?
Tenho um grande defeito. Enorme, para dizer a verdade. Nunca me coloco em primeiro lugar, seja em que situação for, sobretudo naquelas em que deveria. Penso mais nos outros do que em mim. Claro que, depois, surgem as desilusões...
A poltrona azul [2]
Hoje sinto-me um pouco em baixo. Desanimada. Culpa deste tempo cinzento e da falta de sol? Talvez. Talvez não. A verdade é que há dias assim, mais tristonhos.
Nada é perfeito na vida. Nada. Mas às vezes acho que ela (a vida) quer provar-me isso demasiadas vezes. Quando estamos muito bem, logo surge um problema, alguma coisa - mesmo que pequena - a querer perturbar os nossos sorrisos. Depois lá voltamos a respirar de alívio - prova superada - até aparecer mais alguma coisa outra vez. Estamos cansados destes altos e baixos. Parece que nunca podemos endireitar as costas de vez...
Tudo corria bem no trabalho do marido, até que percebeu que era tudo ilusório. Muitas falhas por parte da entidade patronal, muita coisa mal feita, muitas dores de cabeça pelo meio. Felizmente começou a surgir trabalho para ele por conta própria e arriscou e despediu-se.
A medo, fez-se o esforço e o investimento necessário e tudo começou a correr bem. Trabalho sempre certo (sem grandes exageros), clientes a cumprir com o pagamento... Mas começaram a aparecer os "interesseiros", os curiosos: «tens muito trabalho?»; «já enriqueceste?» (inserir aqui o síndrome de invejite aguda - e é mesmo verdade que lhe perguntam isto inúmeras vezes!)... E agora as coisas não estão a correr tão bem: problemas com alguns clientes, falta de pagamentos... E o pior, a saúde dele que não está a 100%. Já fez exames, tem mais para fazer... E é esperar...
Eu não acredito muito no poder da inveja. Mas, honestamente, vou começar a acreditar. Se calhar estou a dizer um grande disparate, estou só a ser tonta porque estou desanimada, mas a verdade é que nunca conseguimos andar totalmente tranquilos porque a vida não tem deixado. Há sempre alguma coisa a atrapalhar. Sempre.
Será que me faço entender? Será que alguém me compreende?
Pode ser o desânimo a falar mais alto mas já cansa tantos altos e baixos. Mesmo que sejam problemas pequenos, coisas com solução, mesmo que haja problemas mais sérios por aí... Estou cansada de não poder respirar de alívio por tempo indeterminado!
Será que peço muito? Será que estou a ser egoísta?
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