Para levar para o fim de semana...


Estamos a lutar por um dos nossos sonhos. 
Mas há coisas que, inevitavelmente, não dependem só de nós. 
Temos que saber esperar e continuar a confiar. 
"O Dia" acabará por chegar...

Dualidade


Uma das coisas que muitas vezes me condiciona a escrita aqui no blogue é uma história passada com um stalker. Já tem imenso tempo, é verdade, mas de vez em quando fico a pensar que posso voltar a passar pelo mesmo, pois facilmente posso ser identificada se partilhar um pouco mais. Isto é uma parvoíce, eu própria sei isso, sobretudo pelo tempo que já passou e, também, porque já devia ter arrumado esta história numa gaveta. Mas fiquei tão "escaldada" que às vezes o receio aparece... 

Por outro lado, gostava de partilhar mais... Mais momentos em família, mais coisas do dia-a-dia, mais dias bons e menos bons... E continuar neste registo mais pessoal. No entanto, partilhar sem perder esta espécie de anonimato, que me tem permitido escrever (mesmo que pouco) mais à vontade. 

Como disse no instagram (falei disto por lá, quem me segue já viu), acho que tenho que encontrar um equilíbrio. Partilhar, mas sem me expor demasiado. Mostrar, mas com uma certa aura de mistério à volta (isto agora pareceu interessante e poético). Será possível? 

Mãe bipolar

Num momento estou a queixar-me que o M está ligado à corrente, porque não pára um segundo e só faz disparates... No outro a seguir, já estou preocupada porque ele está muito parado, muito calado e bastante aborrecido... Quando assim é, só pode estar doente. E acertei. 

Certamente que prefiro ouvi-lo a fazer barulho - que me obriga a colocar os auscultadores para poder trabalhar - e a fazer os seus disparates habituais, do que vê-lo assim, com febre, dores... E por muito que seja uma coisa simples de resolver, ficamos sempre de coração apertadinho. Em suma, mãe bipolar me confesso. Sou só eu? 

Acho que nunca mais reclamo que o meu filho está irrequieto... 



Ah! E não é nada de grave... Apenas uma "ite" fruto deste tempo instável... 

O que dás é o que recebes

Num destes dias, o M estava só a fazer asneiras. Sabem aqueles dias em que parece que eles estão ligados à corrente e, além de não pararem quietos um segundo, só fazem disparates? Pois, era um desses. A páginas tantas, eu - já cansada e para lá de irritada - disse-lhe (num tom assertivo e mais elevado): - está sossegado! Vê lá se queres levar uma palmada! Não, eu não sou apologista das palmadas, acho que é mais eficaz um castigo do que bater, mas naquele dia saiu essa ameaça. 

O M, do alto dos seus cinco anos, ficou uns segundos muito sério a olhar para mim, dizendo em seguida: - as pessoas que dão palmadas, depois também levam palmadas, não é mãe? (Acho que ele nem percebeu bem o que seria a palmada, só que seria algo mau.)

Não me perguntem porquê, mas fiquei a pensar naquela pergunta. Depressa eles percebem, mesmo sendo crianças, que aquilo que recebem é como vão retribuir. Se são agressivos com eles, eles também serão agressivos. Claro que, não é por ter ameaçado o meu filho uma única vez com uma palmada que ele se vai tornar uma pessoa violenta, mas se pensarmos que esta (e outras situações) é a base diária de várias crianças, então aí, sim, eles vão imitar o que vêem. 

Deu que pensar... E fez-me perceber ainda mais que temos que ter bastante cuidado com os nossos actos, pois as crianças são esponjas e absorvem tudo o que está à sua volta. 


E isto serve para tudo na vida...


I'm alive!

Ainda por aqui ando. E está tudo bem. Estamos bem. Só estamos a tentar dar um rumo à vida, a tentar perceber qual é o caminho certo a seguir. 


♫ Cá por casa toca... ♫



I’m going under and this time I fear there’s no one to save me
This all or nothing really got a way of driving me crazy

I need somebody to heal
somebody to know
somebody to have
somebody to hold
It’s easy to say
but it’s never the same
I guess I kinda liked the way you numbed all the pain

Now the day bleeds, into nightfall
and you’re not here, to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

I’m going under and this time I fear there’s no one to turn to
This all or nothing way of loving got me sleeping without you
Now I need somebody to know 
somebody to heal 
somebody to have 
just to know how it feels
It’s easy to say
but it’s never the same
I guess I kinda liked the way you helped me escape

Now the day bleeds, into nightfall 
and you’re not here, to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

And I tend to close my eyes when it hurts sometimes
I fall into your arms 
I'll be safe in your sound til I come back around

For now the day bleeds, into nightfall 
and you’re not here, to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

But now the day bleeds, into nightfall 
and you’re not here, to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

Just another sad Monday... [10]


Estou cansada... Desanimada... Triste... 

Mais uma fase má no meu casamento? Nem sei responder... Não é a primeira. Mas de há uns tempos para cá temos tidos muitos altos e baixos. Ele não anda bem, costumo dizer-lhe que está de mal com o mundo, e que é contra mim que anda a disparar e, por isso, temos discutido mais do que o normal. Na maioria das vezes por "coisinhas" que passavam bem ao lado mas das quais ele faz uma tempestade. Não sei o que se passa, não estou a conseguir alcançá-lo, compreendê-lo... Temos conversado, no entanto, dias mais tarde volta tudo ao mesmo... 

Ontem discutimos mais uma vez e eu explodi. Disse-lhe que estava cansada, triste, farta de ser o seu alvo... Se quer separar-se, então, se calhar é o melhor... 

Não sei no que vai dar. Honestamente, nem quero pensar sobre isso. Estou a viver um minuto de cada vez e logo se vê o que vai acontecer...