Devo ser a única que não ficou fã - coisas de uma dona de casa


Acho que por esta altura já toda a gente deve ter ouvido falar de Marie Kondo e do seu espectacular método de organização. Penso, até, que o mais falado e mais adaptado, seja o da organização da roupa. 

Claro que eu, que gosto de ser organizada e ando sempre à procura de truques e dicas, quando ouvi falar nesta senhora e nas suas dicas de organização, fui logo experimentar. Perdi horas a ver vídeos, a guardar todas as imagens com as formas como ela dobra a roupa e, depois de tudo muito bem estudado, toca de aplicar. Fiquei impressionada, claro, como julgo que ficou a grande maioria. 

Bom, o problema foi quando comecei a tirar a roupa das gavetas para as usar e as vi cheias de vincos e marcas. Torci logo o nariz. Não gostei nada de ver, obviamente, mas achei que não tinha feito bem as coisas. Toca a analisar novamente os vídeos, decorar ao mínimo detalhe todas as maneiras de dobrar as roupinhas e voltei a tentar... Uma, duas, três, quatro... dez... cem... até que desisti! Não deu. Não dá, aliás. A forma como ela dobra a roupa e lhe dá tantas voltas, para mim não dá. E ela dobra tudo, pessoas, tudo! Calças, camisolas, casacos, camisas (ai as camisas... ficam top! Para ser engomadas de seguida!), t-shirts (outras que ficam lindas cheias de vincos e vinquinhos, mesmo que coloque muito amor nas mãos enquanto as dobro)... 

De facto, quando se coloca a roupa nas gavetas e se vê tudo alinhado, com espaço a sobrar, é bonito de se ver e até apetece fotografar e emoldurar, tal é a beleza da organização. No entanto, o problema vem depois. A roupa não fica bonita cheia de marcas e eu não tenho tempo nem paciência para andar sempre a engomar. Claro que há algumas peças que ficam bem, mas a grande maioria (sobretudo as mais finas), não. Algumas colegas minhas (fãs número 1 do método KonMari) disseram-me que não segui as dicas à risca, que fiz tudo mal, só que - honestamente - penso que não é o caso. Experimentei o tempo suficiente para perceber que não resulta. Fica sempre uma outra marca que a minha pessoa não gosta de ver. Sim, eu sou um bocado picuinhas e gosto de tudo direitinho (ou quase tudo, vá) por isso este método não é para mim. 

Nem tudo está perdido. No que toca à roupa acho que o método não é o ideal, mas as dicas de organização dela não se ficam por aqui. E há muitas que são excelentes para se manter a casa organizada e com um aspeto visual clean e bonito. 


Gostam do método Konmari? Aplicam? 

A amizade

É sobre este tema que a médica quer que eu fale mais. Mas é dos mais difíceis para mim. Ainda assim, num destes dias em que fui buscar o M mais cedo à escola e aguardava a sua saída, escrevi isto no meu bloco de notas: 

Muito escrevo eu sobre a amizade. Acho que é um assunto que me toca imenso, talvez por já ter sofrido inúmeras desilusões com pessoas "amigas". E a verdade é que, com o passar do tempo, desilusão atrás de desilusão, deixei de acreditar neste sentimento. Muito honestamente, arrisco a dizer que a amizade não existe. O que acaba por ser um contrassenso uma vez que estou sempre a oferecer a minha amizade às pessoas de quem gosto, dizendo que podem contar sempre comigo e tentando juntar às palavras, ações. Acaba por ser estranho estar a oferecer e a querer ser algo na qual não acredito ou que me faz ter grandes dúvidas. Só que, em contrapartida, já tive algumas provas de que a amizade, aquela genuína, é cada vez mais rara. Chego mesmo a por em causa a sua existência, pois cada vez mais constato que as pessoas só são amigas de si próprias, só se aproximam dos outros por interesse ou para não se sentirem sozinhas. Porque quando os problemas aparecem, não há cá amigos para ninguém. Fazem-se de despercebidos, de muito ocupados... Parece que têm medo de ajudar, de se envolver... E, confesso, não consigo perceber o porquê. Aliás, acho mesmo que as pessoas não sabem ser amigas e pensam que a amizade é apenas tomar um café com alguém de vez em quando. Ou então o problema é meu que sou demasiado complexa e aprofundo demasiado as coisas.

Talvez esteja errada. Talvez esteja a ser injusta. Talvez seja só eu que não fui bafejada pela sorte de encontrar os amigos certos. Talvez. E talvez um dia mude de opinião. Mas, por agora, a minha fé na amizade está praticamente inexistente.

Se eu gostava que fosse diferente? Gostava, mas até hoje nunca ninguém me mostrou que pode ser de outra maneira.



Por hoje é só isto...

Para nunca, nunca me esquecer desta frase, do que ela significa e, principalmente, de a pôr em prática.



Just another good Monday... [9]


De volta ao exercício! 

Embora ainda não me sinta a 100% (grande virose me apanhou desta vez), acho que posso dizer que estou a 80%. Já não é mau, pois não?

Boa semana, gente gira!

Quem me mandou ser curiosa?

Tive hoje uma consulta de rotina. Aproveitei e levei as análises que fiz no hospital da última vez que recorri às urgências. Ora, saí da consulta com mais análises para repetir, porque a médica viu um valor que estava um pouco mais baixo do que o normal e quer confirmar se foi de ter estado doente ou se é de outra coisa qualquer... Bem, e o que é que a Ellie fez assim que chegou a casa e ligou o computador? Abriu o Google e pôs-se a pesquisar sobre o que poderia indicar aquele valor baixo... Claro que agora estou com macaquinhos na cabeça porque li coisas muito interessantes como infeções graves, doenças autoimunes, leucemia... 

Devia ter estado quietinha... Não devia ter pensado mais no assunto. Mas não, resolvi vasculhar... Que mania a minha!

Mas não há de ser nada. Pelo menos nada de muito sério. Se fosse, teria sabido no hospital, certo? Estou a tentar ser positiva e quero acreditar que sim... 

Bolas, desde quando me tornei tão ansiosa e passei a sofrer por antecipação? Tenho que resolver isto... 

Just another typical Monday... [8]


Agora que já estou bem melhor, posso dizer que os dias normais regressaram cá a casa. Estive mais de uma semana doente, em que praticamente só estava deitada porque não tinha mesmo força para me levantar. Mesmo já tendo estando menos bem de saúde outras vezes, confesso que desta forma não me lembro de ter acontecido. Nem o esgotamento me deixou tantos dias de cama. Em dois ou três dias já estava com vontade de sair e desta vez não foi assim... Mas já passou e isso é que importa. Agora os dias normais regressaram! 

Boa semana