Saudades?


Eu sei que há quem goste deste tempo mais frio... Que adore o Outono e o Inverno mais ainda. Eu própria já gostei, não me importava com o friozinho, mas depois que tive o M, esse gosto passou-me. Então desde o ano passado, em que ele esteve quase sempre doente desde que apareceram os primeiros dias de frio, comecei a detestar este tempo. Bom, não é bem detestar, sei que faz parte, mas já não consigo gostar destes dias cinzentos e frios. E, claro, bastou a temperatura descer que o M já esta doente (como estão quase todos na escola dele). Só espero que não se agrave...

Portanto, não, não tinha saudades nenhumas deste tempo de c*c*. Das temperaturas mais baixas, da chuva gelada, dos casacos e casacões, das inúmeras camadas de roupa que tenho que vestir para me manter quente - e ao M também. Não sentia mesmo falta de ligar aquecedores, acender a lareira, colocar mais um cobertor na cama, não poder abrir uma janela por muito tempo porque chove e faz frio... Enfim, acho que já deu para entender como estou entusiasmada com a chegada do inverno...  

Falta muito para o verão?

A vida são dois dias...

Se me aborrecem os pequenos derrames nas minhas pernas? Sim, mas seria pior se de repente deixasse de poder fazer uso delas...

Se me aborrece ter aquela gordurinha indesejada na barriga? Sim, mas se estivesse anorética ou bulímica, era pior...

Se me aborrece ter que fazer malabarismos para que o dinheiro estique mais um bocado? Sim, mas felizmente não passo fome e há quem nem dinheiro tenha para comer...

Se esta queda de cabelo me está a aborrecer? Sim, mas se ele caísse todo por causa de uma quimioterapia seria bem pior...

Tudo isto para dizer que me aborrecem muitas coisas. Mas, depois, paro para pensar: afinal, não me posso queixar muito. Os meus problemas têm solução e nem todos podem dizer o mesmo. Há quem tenha preocupações sérias e poucos ou nenhuns motivos para sorrir.

Como diz no título, a vida são dois dias e um já passou. Sou normal, sou humana, e também tenho as minhas futilidades com as quais me aborreço. Mas não faço dramas e não penso em "cometer o suicídio" só porque me apareceu uma ruga, por exemplo. E se não puder comprar aquela mala que está na moda, paciência. Se eu morrer, fica cá tudo, portanto, para quê estar a ganhar dores de cabeça por causa de coisas que não são tão importantes assim? As dores de cabeça vão ficar guardadas para os problemas sérios, merecedores de toda a minha atenção e energia. Se, felizmente, não os tenho, então toda a minha preocupação e dedicação vai para quem a merece. Vai para o amor, para a amizade, para construir a minha felicidade e para dar alegria aos que me amam. Por que isto, sim, fica, quando eu um dia partir... Fica na memória e no coração dos que partilham a vida comigo...




[Texto escrito em Setembro de 2011, e que pertenceu a um outro blogue meu (guardei todos os posts numa pen). Ao relê-lo voltei a sentir cada palavra escrita e achei-o tão atual, que fazia todo o sentido partilhá-lo.]

Gosto de...

Girassóis e dentes-de-leão. 
Chocolate. 
Bolo de côco. 



Ler.
Escrever. 
E colorir. 


Caminhar à beira-mar, enquanto ouço música. 
Levar o M a passear de bicicleta pelo parque. 
Planear as atividades de fim de semana em família. 


E gosto de... 

Meditar. 
Ter aqueles cinco minutos só para mim. 
E de várias coisas tão simples mas que me fazem sorrir. 




(Continua...)





Aprendizagens


Uma das coisas que aprendi com o meu trabalho foi a saber estar sozinha. Não no sentido de estar só, nada disso. Mas sabia que não ia ter os colegas de trabalho ao lado, nem as pausas para o café acompanhada, e que ia haver alturas em que estar só eu e eu, ia custar. Sim, tem dias em que não me agrada este trabalho solitário... Sinto falta de cinco minutos de conversa sobre trivialidades... Mas, felizmente, na maioria das vezes, eu gosto mesmo disto. Estar concentrada no que estou a fazer ajuda e até acabo por terminar tudo mais depressa. Qualquer coisa pego no telefone e tiro as minhas dúvidas e já dou dois dedos de conversa... Claro que não é a mesma coisa mas também não é mau de todo... Enfim, tem o seu lado positivo trabalhar a partir de casa. Não tenho os chefes a controlarem-me, faço a gestão do meu tempo como mais me convém e, sempre que consigo, tenho uns minutos para estar com uma ou outra amiga, sem o stress do trabalho pelo meio. 

Não, nem tudo são rosas... Mas, como disse, aprendi a saber estar sozinha (e não foi nada fácil!) e a tirar partido dos aspetos positivos deste trabalho. Quando tenho dias menos bons, são esses aspetos que vou enumerando na minha mente e a nuvem cinzenta acaba por passar... 

Escolhia o mesmo

Se estivesse para casar, voltava a escolher o mesmo vestido de há 8 anos atrás. Não mudava nada. É a minha cara e adoro-o de paixão! 




É lindo, não é? 
Claro que eu sou muito suspeita a falar... 

Mais sobre mim


Eu já... Tive muitos blogues! Estive a contar e, se não estiver enganada, este é o sexto. 

O primeiro foi o que durou mais tempo e era o mais conhecido - mas estava longe de ser um blogue famoso. Nele escrevi sobre uma fase muito especial da minha vida, o meu casamento, e terminou porque não aguentei a pressão de estar a ser "stalkeada". Foi a primeira vez, e única até agora, que tive um problema sério com a internet. Mas não me vou alongar sobre o assunto, até porque é passado e não quero recordar essa fase. Esse blogue é o meu queridinho, conheci gente muito boa onda através dele e tenho saudades desses dias com muitos sorrisos. Depois o mundo dos blogues começou a mudar, eu tornei-me uma espécie de saltimbanco (já explico) e perdi alguns contactos, com muita pena minha. 

O bichinho da escrita permaneceu e penso que nunca deixei de ter vontade de ter um blogue. Comecei tudo do zero mas havia o receio de voltar a ser encontrada pelo stalker... Não queria voltar a passar por todo aquele terror... E por causa disso fui criando blogue atrás de blogue... Até que perdi o medo de voltar a ser perseguida, afinal não era eu que estava errada e não tinha porque me esconder, e cheguei até aqui, ao Colibri. Muita coisa aconteceu pelo meio, coisas boas e más, e apesar de só este blogue estar no ar, tenho todos os outros guardados, como se de diários valiosos se tratassem. Às vezes volto a reler alguns textos... Tem registos muito importantes, como a minha lua de mel, a minha gravidez, o nascimento do M, entre muitas outras fases da minha vida. Quem sabe não recorde aqui alguns desses registos? 

Pretendo continuar a escrever. Enquanto que me der gosto ter um blogue e partilhar um terço de mim, continuarei. Não pretendo voltar a mudar de casa, nem esconder-me, aliás o objetivo é precisamente o contrário. Claro que não sei o que o futuro me reserva, mas por agora, é o que quero. Gosto muito disto, é o meu escape, a minha fuga de um trabalho um pouco solitário, o meu momento de meditação. E espero ter companhia... ;)

♫ Cá por casa toca... ♫

Os últimos dias têm sido acompanhados de muita música. 
No fim de semana tocou esta em modo repeat. 
Adoro! 
E está sempre atual. 


We'll do it all
Everything
On our own
We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?


♫ ♪ ♥ ♫ ♪



You’re my always
You’re my forever
You’re my reality
You’re my sunshine
You’re my best times
You’re my anomaly


And I’d choose you
 In a hundred lifetimes I’d choose you
 In a hundred worlds I’d find You...


And I’d say, “I do”
For the rest of my life, with all that I have, I do
And I will
When the sky is falling, I promise you I’m all in,
No turning back.
Every day, every moment, Every breath you take...I choose you.


(...)

Mudança?

Queria começar algo novo... Partilhar mais... Com um registo ainda mais pessoal... Mas não sei... Tenho dúvidas. E, sobretudo, tenho receio de "me mostrar". 

Sim? Não?