Para 2019...



Que seja um novo ano repleto de coisas boas! 

💚💛💜
🎇🎆

E o Natal já passou...


E os dias continuam em ritmo acelerado. Há muita coisa a acontecer, muitas mudanças a caminho e outras já em curso. As horas é que são muito poucas para tanta coisa e tantas emoções ao mesmo tempo... Respiro fundo, mas não posso abrandar... 

Ser ou estar?

Tenho pensado muito nisto hoje... Ser feliz? Ou estar feliz?

Na verdade, este é um assunto que de vez em quando surge em algumas conversas e as opiniões dividem- se sempre.

Estar remete a um estado transitório, passageiro e Ser a algo mais permanente. Quando alguém está feliz sente que é capaz de superar todos os outros sentimentos porque, afinal, a felicidade é a emoção predominante do momento. Mas quando essa emoção é constante, deixa de ser transitória e passa a ser diária, então é-se feliz.

Se calhar, estar feliz até é fácil. Basta um sorriso de alguém de quem gostamos, conversar com amigos numa esplanada, comprar aquele livro que estava na lista de desejos há algum tempo... Mas não chega. É temporário. E sente-se sempre a falta de algo mais... Talvez o que falta é saber como prolongar esse estado de felicidade e transformar o estar em ser.

Ser feliz vem de dentro para fora. Independentemente da situação ou do momento que atravessamos, não nos sentimos pessoas completamente infelizes.

Ser feliz, provavelmente, não é tão simples como parece. Dá trabalho, é uma "tarefa" contínua, requer mestria, ter fé e acreditar sempre que, apesar do mau dia de hoje, o amanhã será melhor.

Ser feliz, é saber procurar o sol num dia cinzento e de chuva.

Vou mais longe: quantos ricos são pessoas amargas e infelizes? E quantas pessoas que até passam dificuldades, irradiam felicidade?

Ser ou estar feliz? E não se complementam as duas formas?

De uma coisa eu tenho a certeza: a felicidade não é igual para todos, é sentida de forma diferente por cada um de nós. E cada um é feliz à sua maneira.

Quanto a mim, eu quero é ser feliz! Saber ser e estar, sempre. E nunca me esquecer de procurar o sol por detrás das nuvens. 😊



A correria dos dias...

Ultimamente tem sido assim... 



Sempre de um lado para o outro... 
Entregar trabalho aqui...
Entregar trabalho ali... 
Ajudar na escola do M para a festa de Natal... 
Fazer os trabalhos com ele para entregar a tempo... 
Fora os afazeres de todos os dias, nem preciso de dizer quais...
E já estamos no último mês do ano! 

Uff... Estou cansada. 


Defeito?

Tenho um grande defeito. Enorme, para dizer a verdade. Nunca me coloco em primeiro lugar, seja em que situação for, sobretudo naquelas em que deveria. Penso mais nos outros do que em mim. Claro que, depois, surgem as desilusões... 



A poltrona azul [2]


Hoje sinto-me um pouco em baixo. Desanimada. Culpa deste tempo cinzento e da falta de sol? Talvez. Talvez não. A verdade é que há dias assim, mais tristonhos. 

Nada é perfeito na vida. Nada. Mas às vezes acho que ela (a vida) quer provar-me isso demasiadas vezes. Quando estamos muito bem, logo surge um problema, alguma coisa - mesmo que pequena - a querer perturbar os nossos sorrisos. Depois lá voltamos a respirar de alívio - prova superada - até aparecer mais alguma coisa outra vez. Estamos cansados destes altos e baixos. Parece que nunca podemos endireitar as costas de vez... 

Tudo corria bem no trabalho do marido, até que percebeu que era tudo ilusório. Muitas falhas por parte da entidade patronal, muita coisa mal feita, muitas dores de cabeça pelo meio. Felizmente começou a surgir trabalho para ele por conta própria e arriscou e despediu-se. 

A medo, fez-se o esforço e o investimento necessário e tudo começou a correr bem. Trabalho sempre certo (sem grandes exageros), clientes a cumprir com o pagamento... Mas começaram a aparecer os "interesseiros", os curiosos: «tens muito trabalho?»; «já enriqueceste?» (inserir aqui o síndrome de invejite aguda - e é mesmo verdade que lhe perguntam isto inúmeras vezes!)... E agora as coisas não estão a correr tão bem: problemas com alguns clientes, falta de pagamentos... E o pior, a saúde dele que não está a 100%. Já fez exames, tem mais para fazer... E é esperar... 

Eu não acredito muito no poder da inveja. Mas, honestamente, vou começar a acreditar. Se calhar estou a dizer um grande disparate, estou só a ser tonta porque estou desanimada, mas a verdade é que nunca conseguimos andar totalmente tranquilos porque a vida não tem deixado. Há sempre alguma coisa a atrapalhar. Sempre. 

Será que me faço entender? Será que alguém me compreende?

Pode ser o desânimo a falar mais alto mas já cansa tantos altos e baixos. Mesmo que sejam problemas pequenos, coisas com solução, mesmo que haja problemas mais sérios por aí... Estou cansada de não poder respirar de alívio por tempo indeterminado! 

Será que peço muito? Será que estou a ser egoísta?

Aprendizagens


Muitas vezes, daquilo que é mau conseguimos tirar algo de positivo. E ao longo dos últimos tempos, daquilo que foi mau, penso que pude retirar algumas coisas boas, nomeadamente o que aprendi e a minha mudança enquanto pessoa.

É verdade quando se diz que a vida nos ensina da pior forma e eu sou a prova disso.

Aprendi que é nos momentos de dor, de dificuldade, que percebemos quem está realmente do nosso lado, pronto para ajudar ou (tentar) confortar. É nestas ocasiões que vemos quem são os amigos do peito, aqueles que, apesar de tudo, estão ali, sempre presentes, mesmo (muitas vezes) não podendo fazer nada para ajudar pois não depende deles. Mas estão, e fazem-se estar presentes, e só isso já conta muito. 

Aprendi, da pior maneira possível, que há pessoas com muito mau carácter, com muita má índole e que fazem de tudo, não olhando a meios nem vendo quem está em seu redor, para alcançar o que pretendem. Se eu acreditava que, apesar de alguns defeitos, qualquer pessoa tinha sempre um lado bom, por experiência própria vi que, de facto, não é bem assim. Há, realmente, pessoas muito más, que prejudicam o outro sem dó nem piedade. Já ouviram falar de lobos em pele de cordeiro? Pois eles existem mesmo! 

Aprendi que tudo aquilo que fazemos ou dizemos tem que ser muito bem pensado. Às vezes achamos que estamos a agir inocentemente mas a verdade é que até essa inocência pode ser usada contra nós.

 Aprendi, também, que a confiança é algo de muito, muito precioso e que não é para qualquer um. E que ela é como o papel, uma vez amarrotada, dificilmente voltará a ficar sem vincos. 

Aprendi, ainda, que para meu próprio bem é necessário criar uma distância de segurança com as pessoas, como fazemos quando vamos a conduzir. Com esta distância, evitam-se colisões e futuras desilusões, que em nada são benéficas para as relações com quem quer que seja, sejam amigos, parentes ou simplesmente colegas. Posso estar a ser demasiado radical, quem sabe, mas já tive várias provas que o melhor é confiar desconfiando. Se tivesse agido assim, não teria passado pelo que passei, that’s for sure! [Mas os "ses" agora não são importantes, pois sem eles não saberia o que sei hoje.]

É verdade... Aprendi muita coisa nos últimos tempos. E espero nunca me esquecer destes ensinamentos. Aliás, sinto que sou uma pessoa diferente. Todos esses acontecimentos mudaram-me... Fizeram-me ver a vida de outra forma, mostrando que ela é um fio que pode ser rompido a qualquer momento e sem hipótese de dar um nó. E que há coisas que devem ser ignoradas em prol das que são realmente importantes... Sim, é verdade, ver com os próprios olhos que a vida é muito, muito frágil, fez-me despertar para aquilo que tem realmente significado e a dar ainda mais valor àquilo que já considerava importante. 

Sem dúvida alguma, separar o trigo do joio, em tudo, foi a minha maior aprendizagem.

De A a Z, a minha pessoa... [2]




N

Não. Tenho que aprender a dizer mais vezes não. Algo que as pessoas não estão habituadas a ouvir de mim.

O

Observar. Adoro observar o ambiente em que me encontro, assim como as pessoas. Sou bastante observadora,  confesso, mas não no sentido de "cusquice". Observo com uma boa curiosidade, apenas isso.

P

Paz. O que mais gosto: de estar e de me sentir em paz.

Paciência. Por norma, sou uma pessoa bastante paciente, e por saberem isso, abusam. Até que expludo. Aí, é fugir da frente, senhores!

Q

Questões. Tenho imensas questões na minha cabeça. Sobretudo daquelas que estamos sempre a colocar à vida mas que já sabemos de antemão que não têm resposta. Sou só eu?

R

Respeito. Gosto de respeitar os outros e gosto que me respeitem. Sem este, não há relação (de qualquer tipo) que resulte.

Rancor. Não sou pessoa de guardar rancor. Já fui, mas depressa percebi que não vale a pena e quem sofria mais era eu.

S

Saúde. Sem ela não somos ninguém. E o que mais desejo para mim e para os meus é saúde. 

Setembro. É o meu mês. Um mês muito especial. O do meu casamento e do meu aniversário.

T

Turquesa. A minha cor preferida, sem dúvida.


U

Um. O dia do meu aniversário.

V

Vinte e cinco. Um número especial. 

Vida. Boa ou má, a vida é um dom. E é, também, um dom saber aproveitá-la.


X

Xaile. Faz-me lembrar a minha avó, que andava sempre com um.

Z

Zelar. Gosto de zelar as minhas coisas. Sou bastante cuidadosa, que é como quem diz, zelosa, e não gosto de estragar nada, mesmo nada. Irrito-me com facilidade se isso acontece.


De A a Z, a minha pessoa... |1|


A

Amor. Pela família. Pelo meu filho e pelo marido. Amor em tudo o que faço. Amor por mim mesma.

Amizade. Apesar das muitas desilusões neste campo, ainda não deixei de acreditar nela. Na verdadeira e cada vez mais rara.

Abraço. O que gosto de um bom abraço! Daqueles bem apertadinhos... 

B

Beijo. Quando quero, sou muito beijoqueira. Mas, uma coisa é certa: não me verão aos beijos em plena rua. Não Ã© do meu feito, nunca foi. A não ser, claro, um beijo como cumprimento. Agora... Do estilo adolescentes-com-hormonas-aos-pulos, não. 

Baloiço. Em pequena gostava muito. Tinha a sensação que conseguia voar. E agora... Acho que ainda gosto.

C

Coração. Muitas vezes deixo a razão de lado e sigo o meu coração. Se é bom ou mau, sinceramente, não sei...

Chocolate. Impossível não falar dele. Um vício! 

D

Direcções. A vida é feita de direcções escolhidas e seguidas por nós. Eu já escolhi determinadas direcções que, ainda hoje, estou para saber se foram as mais acertadas.

E

Eu. Com o tempo aprendi a colocar-me em primeiro lugar em muitas situações e perante pessoas que só são merecedoras de estar na última posição da minha lista.

F

Felicidade. O grande objectivo de todos nesta vida. Eu costumo dizer que a felicidade não é um luxo. Está em nós, bem dentro de nós.

Filhos. Já tenho um, o M, a luz da minha vida. Estou /estamos a ponderar um segundo. Eu estou bastante indecisa, o marido - por ele - era já. 

G

Gratidão. Aprendi a agradecer todos os dias... Posso não ter tudo o que quero, mas agradeço tudo o que tenho.


H

Hipocrisia. Algo que abomino completamente. Detesto pessoas hipócritas.

Humildade. Já esta é uma característica que admiro imenso nas pessoas. Mas em excesso, não! Na dose certa.

I

Ignorar. Tenho cada vez mais certeza que ignorar certa gente e certas atitudes é mesmo a melhor solução.

J

Jornalista. A primeira profissão que quis ter. Depois desta quis fazer mais mil e uma coisas até que a vida me trouxe a profissão atual. 

L

Ler. Adoro ler e já tenho saudades de pegar num bom livro que, por falta de tempo, tem estado muito quieto na estante.

Lábios. A segunda coisa em que reparo quando conheço alguém.

M

Mãos. A primeira coisa em que reparo quando conheço uma pessoa. 



(continua...)

Tornei-me uma medricas

Permitam-me um pequeno desabafo: tornei-me uma medricas. Eu, que era a pessoa mais apologista de não sofrer por antecipação, que respirava fundo e pensava positivo, agora... Tremo só de pensar que alguma coisa pode correr mal. Ao invés de pensar primeiro de forma positiva, não... Começo a enumerar mentalmente o que pode acontecer de menos bom. Um exemplo: hoje o M chegou um pouco mais "murcho" da escola. Ele tem andado um pouco adoentado, uma constipação que é fruto deste tempo, mas assim que dei com ele a dormir no sofá, fiquei preocupada e a pensar que pode estar a "chocar mais alguma coisa". Provavelmente não é nada, tem apenas sono porque ele dorme mal e constipado dorme menos ainda, mas como já há muito tempo que não faz a sesta à tarde, estou em sentido de alerta. A probabilidade de eu estar a exagerar é muita, mas só para que percebam o quão medricas eu me tornei, depois que o M adormeceu, já lhe medi a febre duas vezes. Duas vezes, só para ter a certeza. Enfim... 

E este foi só um exemplo, podia dar outros em que se percebe ainda melhor que estou apenas a exagerar... 


Tenho que voltar a ser uma pessoa mais positiva e relaxada. Sinto que agora fico stressada por tudo e por nada, e não pode ser. Não vale mesmo a pena sofrer por antecipação, andar com os nervos à flor da pele por qualquer coisinha. Não ganho nada, só uma dor de cabeça desnecessária... 



P.S. E enquanto escrevia este texto, claro que fui averiguar se ele ainda dormia tranquilamente... 


Saudades?


Eu sei que há quem goste deste tempo mais frio... Que adore o Outono e o Inverno mais ainda. Eu própria já gostei, não me importava com o friozinho, mas depois que tive o M, esse gosto passou-me. Então desde o ano passado, em que ele esteve quase sempre doente desde que apareceram os primeiros dias de frio, comecei a detestar este tempo. Bom, não é bem detestar, sei que faz parte, mas já não consigo gostar destes dias cinzentos e frios. E, claro, bastou a temperatura descer que o M já esta doente (como estão quase todos na escola dele). Só espero que não se agrave...

Portanto, não, não tinha saudades nenhumas deste tempo de c*c*. Das temperaturas mais baixas, da chuva gelada, dos casacos e casacões, das inúmeras camadas de roupa que tenho que vestir para me manter quente - e ao M também. Não sentia mesmo falta de ligar aquecedores, acender a lareira, colocar mais um cobertor na cama, não poder abrir uma janela por muito tempo porque chove e faz frio... Enfim, acho que já deu para entender como estou entusiasmada com a chegada do inverno...  

Falta muito para o verão?

A vida são dois dias...

Se me aborrecem os pequenos derrames nas minhas pernas? Sim, mas seria pior se de repente deixasse de poder fazer uso delas...

Se me aborrece ter aquela gordurinha indesejada na barriga? Sim, mas se estivesse anorética ou bulímica, era pior...

Se me aborrece ter que fazer malabarismos para que o dinheiro estique mais um bocado? Sim, mas felizmente não passo fome e há quem nem dinheiro tenha para comer...

Se esta queda de cabelo me está a aborrecer? Sim, mas se ele caísse todo por causa de uma quimioterapia seria bem pior...

Tudo isto para dizer que me aborrecem muitas coisas. Mas, depois, paro para pensar: afinal, não me posso queixar muito. Os meus problemas têm solução e nem todos podem dizer o mesmo. Há quem tenha preocupações sérias e poucos ou nenhuns motivos para sorrir.

Como diz no título, a vida são dois dias e um já passou. Sou normal, sou humana, e também tenho as minhas futilidades com as quais me aborreço. Mas não faço dramas e não penso em "cometer o suicídio" só porque me apareceu uma ruga, por exemplo. E se não puder comprar aquela mala que está na moda, paciência. Se eu morrer, fica cá tudo, portanto, para quê estar a ganhar dores de cabeça por causa de coisas que não são tão importantes assim? As dores de cabeça vão ficar guardadas para os problemas sérios, merecedores de toda a minha atenção e energia. Se, felizmente, não os tenho, então toda a minha preocupação e dedicação vai para quem a merece. Vai para o amor, para a amizade, para construir a minha felicidade e para dar alegria aos que me amam. Por que isto, sim, fica, quando eu um dia partir... Fica na memória e no coração dos que partilham a vida comigo...




[Texto escrito em Setembro de 2011, e que pertenceu a um outro blogue meu (guardei todos os posts numa pen). Ao relê-lo voltei a sentir cada palavra escrita e achei-o tão atual, que fazia todo o sentido partilhá-lo.]

Gosto de...

Girassóis e dentes-de-leão. 
Chocolate. 
Bolo de côco. 



Ler.
Escrever. 
E colorir. 


Caminhar à beira-mar, enquanto ouço música. 
Levar o M a passear de bicicleta pelo parque. 
Planear as atividades de fim de semana em família. 


E gosto de... 

Meditar. 
Ter aqueles cinco minutos só para mim. 
E de várias coisas tão simples mas que me fazem sorrir. 




(Continua...)





Aprendizagens


Uma das coisas que aprendi com o meu trabalho foi a saber estar sozinha. Não no sentido de estar só, nada disso. Mas sabia que não ia ter os colegas de trabalho ao lado, nem as pausas para o café acompanhada, e que ia haver alturas em que estar só eu e eu, ia custar. Sim, tem dias em que não me agrada este trabalho solitário... Sinto falta de cinco minutos de conversa sobre trivialidades... Mas, felizmente, na maioria das vezes, eu gosto mesmo disto. Estar concentrada no que estou a fazer ajuda e até acabo por terminar tudo mais depressa. Qualquer coisa pego no telefone e tiro as minhas dúvidas e já dou dois dedos de conversa... Claro que não é a mesma coisa mas também não é mau de todo... Enfim, tem o seu lado positivo trabalhar a partir de casa. Não tenho os chefes a controlarem-me, faço a gestão do meu tempo como mais me convém e, sempre que consigo, tenho uns minutos para estar com uma ou outra amiga, sem o stress do trabalho pelo meio. 

Não, nem tudo são rosas... Mas, como disse, aprendi a saber estar sozinha (e não foi nada fácil!) e a tirar partido dos aspetos positivos deste trabalho. Quando tenho dias menos bons, são esses aspetos que vou enumerando na minha mente e a nuvem cinzenta acaba por passar... 

Escolhia o mesmo

Se estivesse para casar, voltava a escolher o mesmo vestido de há 8 anos atrás. Não mudava nada. É a minha cara e adoro-o de paixão! 




É lindo, não é? 
Claro que eu sou muito suspeita a falar... 

Mais sobre mim


Eu já... Tive muitos blogues! Estive a contar e, se não estiver enganada, este é o sexto. 

O primeiro foi o que durou mais tempo e era o mais conhecido - mas estava longe de ser um blogue famoso. Nele escrevi sobre uma fase muito especial da minha vida, o meu casamento, e terminou porque não aguentei a pressão de estar a ser "stalkeada". Foi a primeira vez, e única até agora, que tive um problema sério com a internet. Mas não me vou alongar sobre o assunto, até porque é passado e não quero recordar essa fase. Esse blogue é o meu queridinho, conheci gente muito boa onda através dele e tenho saudades desses dias com muitos sorrisos. Depois o mundo dos blogues começou a mudar, eu tornei-me uma espécie de saltimbanco (já explico) e perdi alguns contactos, com muita pena minha. 

O bichinho da escrita permaneceu e penso que nunca deixei de ter vontade de ter um blogue. Comecei tudo do zero mas havia o receio de voltar a ser encontrada pelo stalker... Não queria voltar a passar por todo aquele terror... E por causa disso fui criando blogue atrás de blogue... Até que perdi o medo de voltar a ser perseguida, afinal não era eu que estava errada e não tinha porque me esconder, e cheguei até aqui, ao Colibri. Muita coisa aconteceu pelo meio, coisas boas e más, e apesar de só este blogue estar no ar, tenho todos os outros guardados, como se de diários valiosos se tratassem. Às vezes volto a reler alguns textos... Tem registos muito importantes, como a minha lua de mel, a minha gravidez, o nascimento do M, entre muitas outras fases da minha vida. Quem sabe não recorde aqui alguns desses registos? 

Pretendo continuar a escrever. Enquanto que me der gosto ter um blogue e partilhar um terço de mim, continuarei. Não pretendo voltar a mudar de casa, nem esconder-me, aliás o objetivo é precisamente o contrário. Claro que não sei o que o futuro me reserva, mas por agora, é o que quero. Gosto muito disto, é o meu escape, a minha fuga de um trabalho um pouco solitário, o meu momento de meditação. E espero ter companhia... ;)

♫ Cá por casa toca... ♫

Os últimos dias têm sido acompanhados de muita música. 
No fim de semana tocou esta em modo repeat. 
Adoro! 
E está sempre atual. 


We'll do it all
Everything
On our own
We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?


♫ ♪ ♥ ♫ ♪



You’re my always
You’re my forever
You’re my reality
You’re my sunshine
You’re my best times
You’re my anomaly


And I’d choose you
 In a hundred lifetimes I’d choose you
 In a hundred worlds I’d find You...


And I’d say, “I do”
For the rest of my life, with all that I have, I do
And I will
When the sky is falling, I promise you I’m all in,
No turning back.
Every day, every moment, Every breath you take...I choose you.


(...)

Mudança?

Queria começar algo novo... Partilhar mais... Com um registo ainda mais pessoal... Mas não sei... Tenho dúvidas. E, sobretudo, tenho receio de "me mostrar". 

Sim? Não? 

As perguntas do M.

- Mãe, por que é que as pessoas doentes morrem? (Na escola dele, faleceu uma professora que estava doente há já algum tempo). 

- Por que às vezes a doença consegue ser mais forte do que as pessoas...

Interrompe: - E todas as pessoas que estão doentes vão morrer?

- Não, não é sempre assim. Umas pessoas morrem, outras não... (Como explicar estas questões a um menino de 4 anos?)

- E eu vou morrer? É que tenho nariz entupido...

- Não, M. Não vais morrer...

Volta a interromper: - E porque é que as pessoas têm que morrer, mãe? Qual é o objetivo, mãe? (Sim, ele perguntou qual era o objetivo de morrer e nem sei se ele sabe qual o significado da palavra, mas... Eu é que já não soube o que dizer...)

A poltrona azul [1]

A primeira vez que entrei naquele consultório sentei-me na cadeira em frente à secretária. Mas rapidamente a médica me convidou a sentar na poltrona azul turquesa. Engraçado, pensei, parece que foi feita mesmo para mim, na minha cor favorita. Mas esse foi o único pensamento simpático daquele dia. Na verdade, eu sentia-me desconfortável, pouco à vontade... Estava a custar-me estar ali, a pensar que dali em diante iria começar uma série de consultas de psicanálise que, na altura, achava serem totalmente desnecessárias. E a ideia de me sentar naquele cadeirão era fazer sentir-me confortável e em casa... À vontade para falar. Só que não foi fácil. Nada fácil. Recusava a ideia de precisar daquelas consultas. Não tinha que falar de nada! A parte física do esgotamento tinha aceitado bem. Sentir-me cansada, sem energia, com dores de cabeça todos os dias... era normal naquela condição e era só isso que tinha de ser tratado. A parte emocional, para mim, estava perfeita, por isso não fazia sentido estar ali. Pensava eu...

Só ao fim de meia dúzia de consultas é que comecei a perceber como era importante estar ali. Era a peça que faltava no puzzle que eu queria muito terminar. Como me disse muitas vezes a médica, o corpo e a mente estão sempre ligados, sempre, e para um estar bem, o outro também tem que estar. E no meu caso em particular, era mais do que natural que também estivesse esgotada emocionalmente. 

Custou mas acabei por me sentir confortável naquela poltrona. Como se estivesse em casa ou num café simpático e acolhedor a falar com uma amiga, acompanhada de um cappuccino. E comecei a falar do que me ia na alma. E tanto que eu falei naquela poltrona azul... 


[Acho que, depois deste texto, surgirão muitos mais intitulados de A poltrona azul. Sempre que eu quiser desabafar... Como se fosse a minha psicanálise.]

O tempo voa...

Começou a escolinha para o M. Já vai para o segundo ano do pré-escolar. Ainda me lembro como o ano passado estava bem mais ansiosa por ele, cheia de dúvidas e expectativas para uma nova etapa da sua vida. Este ano já foi diferente. Ele já conhece as pessoas, os cantos da escola... Já foi brincar com os amiguinhos sem olhar para trás, para onde eu estava... Fiquei eu com um friozinho na barriga por ele... Nenhum de nós estava nervoso como no ano anterior, as borboletas na barriga eram só minhas por perceber como ele está a crescer tão depressa... Por mim, ficava sempre protegido debaixo das minhas asas, mas não pode ser... Há que deixá-lo viver e aproveitar bem todas as fases que ainda tem pela frente. Eu cá estou, sempre pronta para o receber e ouvir contar todas as suas peripécias.




Do ponto de vista do M.

- Mãe, por que é que estás sempre a trabalhar, mãe?

- A mãe não está sempre a trabalhar, M. E já sabes que a mãe tem que trabalhar, não sabes? Como o pai também tem... 

- Eu sei, mãe, para ganhar moedas... Mas tu estás sempre no computador... E sempre a trabalhar...

- Não é verdade... E daqui a pouco a mãe já acaba...

- E depois vais passar a roupa a ferro... E vais arrumar o meu quarto... E guardar a minha roupa... E depois vais fazer a comida... Tens sempre algum trabalho, mãe... 


😖

Tenho uma curiosidade...

Lancei duas perguntas no Instagram mas parece que o pessoal por lá é muito tímido (aliás, já é a segunda vez e ninguém me liga nenhuma)... Têm vergonha de falar comigo? Prometo que não mordo... 😂

Falando um pouco mais a sério...

Gostava de saber duas coisas: o que vos levou a seguirem o meu blogue? E o que sugerem para melhorar? 

É só curiosidade, portanto, não se acanhem em responder (aqui ou lá)... 😉

Esta sou eu



Ando sempre em busca do sol. Como um girassol. A vida já me colocou à sombra inúmeras vezes, mas eu não desisto e procuro sempre por aqueles raios luminosos que me aquecem a alma e o coração. 

Gosto do otimismo e tento sempre ser o mais positiva possível, mas às vezes é tão difícil... Só não o demonstro. Quando estou mais pessimista guardo esse sentimento só para mim. 

Sou apaixonada pela minha pequena família, por este pequeno núcleo que eu e o meu marido estamos a construir. Ser mãe foi o maior presente que a vida me deu, mas sou muito imperfeita. Tento melhorar todos os dias, desempenhar da melhor maneira este papel e sou feliz assim (mesmo quando piso um monte de legos espalhados pelo chão).

Gosto de mãos. Gosto de observar as mãos das outras pessoas e tentar perceber, através delas, como será as suas vidas. E gosto de ter sempre a minhas mãos cuidadas, com direito a manicure feita por mim. Aliás, esse é o meu ritual de todos os sábados. Aquele tempinho só para mim... 

Sou vaidosa q.b. Não sou exagerada, mas também não posso dizer que não ligo nada. Gosto de me arranjar, de estar apresentável, de seguir as tendências, mas não sou pessoa de usar maquilhagem (só corretor de olheiras). Nestes últimos tempos em que fui obrigada a cuidar mais de mim, passei a olhar-me de outra forma e a prestar atenção a alguns detalhes. Tornei-me ligeiramente mais vaidosa e descobri que o meu estilo favorito é o agora denominado de sporty chic. Gira mas confortável (a idade já não perdoa, é o que é). 

Passei recentemente por uma fase conturbada, que me me fez sentir bastante frágil, tanto física como mentalmente. Ainda estou a recuperar de tantos meses "à sombra" (a contar com os meses em que estava em negação, mas que já apresentava sintomas, desde Março de 2016), no entanto, encontrei o meu caminho. Claro que todo este "processo" mudou-me como pessoa. E ainda estou a mudar... 

Aliás, vou continuar sempre a mudar. Acho que essa é uma característica muito minha. Todos mudamos, nos adaptamos, nos moldamos... Mas eu sou daquelas pessoas que vive insatisfeita (aquela insatisfação boa, que nos motiva), sempre a limar arestas e a tentar ser melhor todos os dias... 


You're broken down and tired
Of living life on a merry go round
And you can't find the fighter
But I see it in you so we gonna walk it out
And move mountains
We gonna walk it out
And move mountains

And I'll rise up
I'll rise like the day
I'll rise up
I'll rise unafraid
I'll rise up
And I'll do it a thousand times again
And I'll rise up
High like the waves
I'll rise up
In spite of the ache
I'll rise up
And I'll do it a thousands times again
For you
For you
For you
For you

When the silence isn't quiet
And it feels like it's getting hard to breathe
And I know you feel like dying
But I promise we'll take the world to its feet
And move mountains
We'll take it to its feet
And move mountains

And I'll rise up
I'll rise like the day
I'll rise up
I'll rise unafraid
I'll rise up
And I'll do it a thousand times again
For you
For you
For you
For you

All we need, all we need is hope
And for that we have each other
And for that we have each other
We will rise
We will rise
We'll rise, oh oh
We'll rise

I'll rise up
Rise like the day
I'll rise up
In spite of the ache
I will rise a thousands times again
And we'll rise up
Rise like the waves
We'll rise up
In spite of the ache
We'll rise up
And we'll do it a thousands times again

A "minha" música: Andra Day - Rise Up 


Ainda não tinha falado sobre as minhas férias


Primeira coisa a dizer: voltei uma pessoa completamente renovada e muito serena. Há muito que não me sentia assim... Tão bom! 

Este ano obriguei-me a parar. Tinha que ser, tinha mesmo que ser, a bem da minha saúde física e mental. Nos anos anteriores, tentava sempre conciliar o trabalho e algumas pausas, porque como freelancer não queria, nem podia, arriscar a estar muitos dias parada, mas este ano teve que ser diferente. E acabei por descobrir que as pessoas são mais compreensivas do que estava à espera e quando lhes expliquei a situação não tive problemas e tudo acabou por correr pelo melhor. Todos entendem que as férias são um bem necessário e, no meu caso em particular, uma pausa era mesmo obrigatória. 

Desliguei o computador no dia 10 de Agosto e só voltei a ligá-lo no dia 03 deste mês. Pelo meio, se surgisse algum trabalho importante ou urgente, reencaminhava-o para uma colega com quem tinha falado previamente. Estava tudo em ordem para eu poder descansar e desligar-me por completo. 

Há muito tempo que sentia o meu corpo e a minha mente a cederem e a pedirem por descanso. Mas o que eu estava a fazer não era suficiente e, por isso, tanto avançava como a seguir dava uns passos para trás. Não podia continuar assim. Não era bom, nem para mim, nem para ninguém. O meu desgaste já se notava a léguas e tudo me causava stress. A bem da verdade, tudo me irritava. O barulho da televisão, o barulho que o meu filho fazia a brincar (uma parvoíce, eu sei)... Enervava-me com facilidade e com qualquer coisa: o trânsito, a médica - que estava sempre errada (e não estava), os brinquedos espalhados pelo chão, a roupa fora do sítio, o trabalho que não estava a ficar pronto a tempo (porque já não estava a conseguir organizar-me, nem a concentrar-me)... Enfim... Um sem número de coisas que agora já não têm qualquer importância. Portanto, uma pausa completa era mesmo precisa. 

Assim fiz. Desliguei-me por completo. Centrei-me em mim, cuidei de mim. Fiz muitas caminhadas, voltei a colorir para relaxar, li o livro que tinha planeado, passeei muito, fui várias vezes à praia (consegui sair do tom de pele semi-transparente para o bege - nada mau, hã? He he he ;-) ), dormi mais do que estava a contar, recarreguei baterias... e andei serena todos os dias. Era esse objetivo. Descansar, relaxar, sentir-me em paz. 


Agora é só continuar assim e manter este equilíbrio que alcancei ao longo destas últimas três semanas. Provavelmente não vai ser fácil, mas agora que cheguei aqui, não pretendo recuar. 


Nota final: ainda não tive alta, mas segundo a médica as melhorias são bem notáveis. Acho que posso celebrar! Yeieiiii! 


A terra tremeu

Foram uns segundos. Pela primeira vez na minha vida senti a terra a tremer. Um sismo de 4.6 na escala de Richter. 

No início não estava a perceber o que seria aquele barulho de fundo estranho, mas assim que o candeeiro por cima de mim começou a abanar e a minha cama a tremer, percebi logo do que se tratava. Deixei-me estar a tentar perceber no aquilo ia dar, mas depressa passou. Durou uns segundos, penso eu. Mas que a terra tremeu bem, lá isso tremeu. Pelo menos aqui, onde moro, senti bem este sismo. 

Desde então tenho estado a pensar: meu Deus, como será acordar com um sismo ainda mais forte, às vezes nem ter tempo para reagir, como acontece noutros países? Não consigo imaginar sequer. O terror que deve ser ver tudo a cair à nossa volta... 

Felizmente, não houve estragos. Nem feridos, nem nada do género. Ficou só uma sensação de estranheza por aqueles segundos em que a terra tremeu... Pelo menos para mim. 



[Às vezes tenho estes "momentos de reflexão" resultantes das coisas mais inesperadas.]

O meu regresso


Voltei! 

Será que ainda anda alguém por aqui? 

Voltei!

Voltei das minhas férias. E, deixem-me dizer, que bem que me souberam estas semanas de descanso! Regresso outra pessoa, com outra energia, a sentir-me super serena. Só quero que este sentimento perdure e que eu não volte a perder o rumo e que consiga manter-me assim, em equilíbrio. 

Voltei! Voltei! Voltei!

E quero escrever sobre tanta coisa! 

Férias à vista 😎

Ainda anda por aqui alguém? Olá? 😊

Estou quase, quase de férias. Mais um par de horas e desligo o computador até Setembro. 

Este ano vou fazer diferente e vou mesmo desligar-me por completo. Estou mesmo a precisar porque nunca antes me senti tão cansada assim. Nem vale a pena referir o motivo pela enésima vez... 

Quero relaxar, descansar o corpo, descansar a mente... O objetivo é mesmo, desculpem-me a redundância, descansar. 



Espero voltar uma pessoa nova! Vou voltar uma pessoa nova!

Até lá... Vemo-nos ali ao lado, no Instagram. 😉

Ausência justificada

Tenho estado mais ausente, como se pode constatar. Mas tem uma boa justificação. 

Como sabem, há já algum tempo que tenho vindo a tratar um esgotamento. E isso requer bastante descanso. Como freelancer, não posso dar-me ao luxo de simplesmente deixar de trabalhar, portanto tenho dividido o meu tempo entre o trabalho e o descanso. Custa-me recusar trabalho, mas é por uma boa causa e é temporário. Afinal a saúde está em primeiro lugar. 

É por isso que tenho, também, estado mais ausente do blogue e não sou presença assídua nas redes sociais. Praticamente não tenho comentado, escrevo muito pouco, partilho pouca coisa no instagram. Não é por falta de vontade. Acontece que, muitas vezes, ao fim de algumas horas a trabalhar em frente ao computador, já não consigo estar mais cinco minutos em frente a um ecrã. A médica limitou-me esse tempo, x horas por dia e não mais do que isso, e uso-o para trabalhar. Tem que ser. Mais do que isso e o cansaço acusa-se, e as dores de cabeça ameaçam aparecer. 

Não sei quanto tempo mais vou estar assim. Será até estar totalmente recuperada, certamente. E apesar de começar agora a sentir-me melhor, a verdade é que não posso esticar a corda e não devo abusar. Ainda não estou a 100% e não quero voltar à estaca zero (já tive alguns recuos, não pretendo ter mais). 

Em breve vou estar de férias e o descanso será quase total. E vou aproveitar para por em prática as mudanças que tenho planeadas e cuidar de mim com toda a atenção que é necessária. Quero voltar ao que Eu era em breve e com toda a energia reposta. Me aguardem! ðŸ˜‰


Não é que seja muito importante...

Mas apeteceu-me partilhar, até para mudar o assunto do blogue um bocadinho. 

Fui aos saldos. E... Mais valia ter ficado em casa a comer pipocas enquanto assistia a mais um episódio de Suits. Ou a passar a roupa a ferro... Enfim... Estes são os piores saldos de sempre. Não se aproveita na-di-nha. 

Ah! É impressão minha ou a qualidade da roupa piora nesta época? É o que parece. Que fazem roupa propositadamente para os saldos mas com péssima confeção. Que desilusão! 

Pronto, era só isto. O blogue volta em seguida com a sua programação normal. 

Mudanças e mais mudanças

Acho que todos passamos por fases de mudança na nossa vida. Mais do que uma vez. Mau seria se fossemos sempre os mesmos e não mudássemos nadinha de nada à medida que o tempo vai avançando. A verdade é que vida e as suas circunstâncias mudam-nos sempre um pouco. 

Com tudo o que me tem acontecido, estou novamente numa dessas fases. Apetece-me mudar tudo, dar uma volta de 180º à minha vida. E quando digo tudo, é mesmo tudo... 

A verdade é que a minha vida tem mesmo de mudar. Não posso continuar assim, a sentir-me no fundo do poço e sem nada fazer para sair de lá. Porém o interior não consigo mudar de um dia para o outro, tem que ser de forma gradual. Mas estou a trabalhar para isso, de forma bem árdua. 

Como qualquer início de uma mudança tem que ser assinalada (não tem, mas eu gosto de pensar que sim), apostei numa mudança de exterior. Não sei o que me deu, não sou nada radical, mas acho que precisava, como espécie de lembrete: está na hora de agir. Cortei o cabelo bem curto (já não me lembro da última vez que o usei assim - acho que só em miúda), escureci-o, e passei a aceitar os meus pseudo caracóis, as minhas ondas. Guardei a prancha do cabelo e apostei nos cremes de pentear para potenciar o cabelo ondulado. 

E agora, sempre que me vejo ao espelho (e quase não me reconheço - estou a habituar-me), lembro-me sempre: a mudança é agora. É só continuar a trabalhar para isso.