♫ Cá por casa toca...


E o vídeo? ES-PE-TA-CU-LAR! 

Não tenho paciência para birras!

Nisto de ser mãe, há uma coisa que me incomoda bastante: não tenho mesmo paciência para birras. Nunca tive, mesmo quando tomava conta dos meus sobrinhos e chegava a dizer que um dia, filho meu, iria aprender à primeira a não fazer birras. Isso, soltem uma gargalhada! Eu também me rio agora enquanto penso como estava enganada...

Pois é... Não gosto mesmo nada de birras mas já percebi que são coisas que não posso controlar. E também já aprendi que faz parte do crescimento, sabendo que há crianças mais birrentas que outras. O meu filho está ali no meio termo, mas para mim isso já é demasiado! Reviro os olhos sempre que percebo que está a fazer birra, começo a fumegar pelas orelhas e perco a paciência em segundos... Bem tento contar até dez, mas ainda estou no número quatro e já estou a mandá-lo calar. Não devia, eu sei, mas nem sempre (a maioria das vezes) consigo controlar-me. E o que é certo é que ralhar, muitas vezes, piora a situação e em vez de ter que resolver uma birra, tenho que resolver um choro birrento (bem pior, garanto!).

Não, ainda não fui presenteada com uma daquelas birras de espernear no chão, felizmente!

E esta é a minha grande falha como mãe. Pronto, já admiti. Bem gostava de ser diferente e ter essa qualidade e capacidade (ser uma pessoa muito zen perante uma birra) mas ainda não o consegui. Quem sabe um dia?

Até lá, prometo melhorar. E ignorar. Talvez seja o melhor a fazer na maioria das situações. E, já agora, ignorar também as birras de adultos (que as há!). 

Querem partilhar comigo como gerem as birras dos vossos pequenos? 😊


De hoje...


Tendo em conta a noite passada, eu não preciso apenas de uma chávena de café. Preciso mesmo de um balde! Estou K.O. 😪 💤

Segunda-feira atípica


Seria uma segunda-feira normal se o M não estivesse doentinho e tivesse ido à escola e eu não andasse de termómetro na mão para controlar a sua temperatura. 

Começou ontem com queixas, a chorar e a dizer que lhe doía a boca e a bola que estava lá dentro (com esta descrição deduzimos que fosse a garganta). Verificámos que já estava a fazer febre e como entretanto não acalmou (aliás, o choro intensificou-se), lá fomos nós com ele ao hospital. A garganta estava um pouco vermelha, mas nada de alarmante, e tudo o resto também parecia bem. A febre não era alta, por isso, só nos restava continuar a vigiar... 

Se calhar fomos precipitados, mas tendo em conta o choro intenso e a apatia dele (que mesmo doente costuma ser bastante enérgico; da última vez, com uma virose, parecia que estava a fazer a maratona  pela sala de espera do hospital), achámos melhor que fosse visto. 

Hoje não estava nada melhor e resolvi ir à médica dele. Diagnóstico: infeção na garganta. Pergunto-me como é que ontem à noite não tinha nada e hoje já estava desta forma... Bom, se calhar é assim mesmo... Agora também não interessa. O importante é que melhore depressa. Prefiro mil vezes ouvi-lo a fazer barulho do que esteja assim "murchinho"...

Só um aparte e em jeito de desabafo, é certo que ando cansada de médicos, este ano tem sido um fartote de consultas, urgências, medicamentos, mas enquanto for assim, com coisas pouco graves, já não é nada mau... Há que ver o lado positivo de tudo, não é verdade?

Espero que dias mais normais regressem rapidamente ao nosso lar...

Esgotamento

Quando, há vários meses atrás, a médica me diagnosticou com este problema, pensei que não era tão mau assim, que ela estava a exagerar. Eu apenas andava um pouco mais cansada do que o normal e era só isso. Era só um cansaço extremo. Sim, a exaustão faz parte, mas não é só. 

Custei a aceitar este diagnóstico, mas depois que interiorizei que estava mesmo doente, comecei a perceber a verdadeira dimensão do problema e, ao mesmo tempo, a ver uma luz ao fundo túnel. Sabia que ia demorar a tratar-me, mas também sabia que não era impossível. Passa-se por muitos altos e baixos, há alturas em que desanimamos e achamos que vamos andar sempre assim, uns dias bem e outros dias completamente de rastos, foi necessário recorrer à medicação, sobretudo para dormir e obrigar o corpo e a mente a relaxar e a descansar, mas, se não se perder o foco, consegue-se chegar à meta. Demora o seu tempo, é certo, no entanto, chega-se lá. 



Não fiz segredo da doença, mas achei melhor não contar a conhecidos, e alguns amigos até, o que se estava a passar comigo. O esgotamento é, ainda, uma doença pouco compreendida e cheguei a sentir isso na pele. Chegaram a dizer-me que isto era uma frescura minha, algo de quem não tinha o que fazer, porque estar em casa não me fazia ficar cansada e sem tempo para insónias. Ora depois de tais palavras, remeti-me ao silêncio e guardei o meu problema para mim e para quem de direito. Mais ninguém tem conhecimento. Para quê? Nesta fase, tudo o que eu preciso é de tranquilidade, não de chatices. Dar crédito a quem ainda considera que trabalhar a partir de casa não é um trabalho a sério (sou revisora linguística freelancer) e que algumas doenças são manias? Não, muito obrigada. Tenho que estar focada em coisas boas, não em parvoíces. E agora que estou no bom caminho, quase à chegar à meta desejada, não quero desvios. 

Não!

Cá por casa, andamos na fase do não...



- M, vamos vestir para ir para escola!
- Não! 
- Anda comer!
- Não! 
- Já acabaste de brincar com os legos? Então coloca-os no cesto!
- Não! 
- O que fizeste hoje na escola? 
- Não sei.
[Pelo menos não disse apenas não...]
- A R. hoje fez anos, cantaste-lhe os parabéns? 
- Não... 
-Vamos tomar banho!
- Não! 
- Coloca o chapéu!
- Não! 
- Está na hora de ir dormir... 
- Não, não. Não, não está! 

E podia continuar... Mas já deu para perceber que o "não" tem sido a palavra preferida do M...

Como lidar sem perder a paciência na maioria das vezes? Uff... Não sei... 

"Crie um blog", disse-me ela...


Numa das minhas últimas consultas, a minha médica dizia-me que devia falar mais dos meus sentimentos. Verbalizá-los e não guardar tudo para mim porque via-se que era algo que acabava por me fazer mal. Ora, uma vez que não me sinto à vontade para falar de tudo o que me vai na alma com as pessoas (mesmo em quem confio), sugeriu que escrevesse. "Escrever vai limpar-lhe a alma e a cabeça", dizia-me a médica. E surge a ideia do blogue porque, segundo ela, num caderno que ninguém vai ler, não faz muito sentido. Era melhor uma espécie de caderno virtual, por exemplo, onde possa surgir alguma troca de ideias, de partilhas, de perspectivas de vida diferentes, quem sabe com quem passa uma fase semelhante à minha, ou já passou... O objetivo é por-me a "falar" e se encontrar alguém disposto a "ouvir-me" e a trocar ideias comigo, melhor. 

Bom, o blogue já está criado, como se pode ver, e há muito que escrevo em cadernos virtuais como forma de escape... Só tive vergonha de o dizer, não fosse ela querer saber qual é o blogue... 

Resta-me, por fim, escrever mais, e mais sobre o que vai cá dentro. Confesso que com tudo o que tem acontecido nos últimos meses, perdi um pouco a vontade de desabafar em textos mais ou menos longos. Vou usando imagens, frases, que na maioria das vezes só eu percebo o que querem transmitir. Se calhar, deveria usar mais palavras minhas. Talvez me faça sentir mais leve... 

Acho que está na hora de perder o medo de dizer em voz alta como me sinto... Medo esse que nunca percebi como o ganhei... 

♫ Cá por casa toca...

Quando esta música começa a tocar, não resisto em aumentar o volume. 
ADORO ♥


Coisas


A vida consegue ser muito engraçada. Aqui há uns tempos queixava-me com falta de inspiração, em que abria o editor de texto e as palavras não fluíam. Agora, tenho mil e um posts na cabeça e pouca disponibilidade para os escrever e desenvolver. Entre tanta coisa para fazer acabo por deixar o blog um pouco de lado. Há outras prioridades e o lazer vem sempre em último lugar... 

Acho que tenho que me organizar melhor e deixar um espacinho no meu dia para fazer o que mais gosto. Era ouro sobre azul! 

Sou eu, sem mudar nada

Algumas pessoas dizem que sou muito sensível.
A verdade é que eu apenas sinto demais.
Cada palavra, cada atitude e cada energia vão diretos ao coração. 

Às vezes gostava de ser diferente


E de não ser assim, tão preocupada com os outros, de tornar os problemas deles também meus, afligir-me com as suas preocupações, oferecer-me para ajudar, tentar estar sempre lá... 

Às vezes gostava de ser diferente e de não ser um coração mole, que desculpa tudo e que sabe que a seguir vão voltar ao mesmo...

Conseguisse eu não ser assim e começava a colocar-me em primeiro lugar e deixava de me preocupar tanto com os outros. Porque da última vez que me preocupei tanto, recebi como recompensa um belo de um pontapé no rabo e um monte de chatices para o meu lado. 

Ainda assim, não aprendi. Mas mantenho a esperança de um dia deixar de ser tão parva... 

Dos últimos dias...



Cansaço, muito cansaço e imenso sono! 
Acho que preciso de abrandar o ritmo ou corro o risco de voltar à estaca zero. E isso eu não quero...