11 de agosto de 2017

Eu, sempre eu...


Sempre fui apologista de nunca comprar guerras com ninguém. De, no meio de chatices, fazer por ignorar e não me chatear muito mais com aquilo. Deixar estar para lá... Porque, mais cedo ou mais tarde, a vida coloca tudo nos lugares certos e dá as lições a quem está a precisar delas. Para quê intrigas? Para quê provocar discussões?

No entanto, tenho vindo a pensar que esta minha postura nem sempre é a mais acertada. Se calhar, não devia deixar tanto para lá e devia falar mais, defender-me mais... É que, para ser sincera, só me tenho prejudicado. Sendo curta e grossa, quanto mais quieta eu estou, mais me lixo. 

Vejamos: há uns anos atrás, duas amigas chatearam-se e quem se tramou fui eu. Verdade. A intriga e o enredo foram de tal ordem enormes, que fui parar lá ao meio e saí bem prejudicada. Até hoje. Por isso penso, se tivesse falado, se me tivesse defendido, teria sido diferente? Talvez. Mas não estaria a criar ainda mais discussões? A colocar mais lenha na fogueira? Pois... 

Agora... Andam algumas pessoas da família com quezílias e adivinhem quem já levou por tabela? Eu. E valeria a pena chatear-me? Ir discutir (ainda mais) para por os pontos nos is? Não sei, não sei... 

Às vezes acho que devo ter assassinado alguém numa outra vida para agora estar a merecer isto. Serei assim tão má pessoa para não ter um pouco de paz? 

A sério... Não me intrometo no assuntos dos outros, não falo mal de ninguém, não levanto a voz, estou sossegada no meu cantinho... Por que é que só me tentam tramar? 

Infelizmente, não me estou a armar em vítima. Acontece mesmo e ultimamente tem sido com frequência. Parece que tenho um íman a atrair problemas, sobretudo os dos outros... 

3 comentários:

Um Mundo a Três disse...

Também tenho essa espécie de íman. Mas já não me deixo ficar, de todo.

Sys Arancia disse...

Às vezes os mais sossegados são culpados por outros pelo facto de serem calados. Sabem que não vais espernear para os contradizer. Penso eu que seja essa uma das razões.

ML disse...

Já fui de falar menos confesso. Agora tento não me deixar ficar porque muitas vezes levamos com as coisas todas na mesma.

Beijinho.