24 de julho de 2017

Obrigada ♥


Acho que devo de agradecer. Agradecer por estarem aí desse lado e por lerem estes meus posts com palavras tristes e de desânimo. Eu sei que textos divertidos seriam mais interessantes, mas escrever sobre estes meus dias menos alegres também me faz bem. E, de certa forma, conforta-me saber que está aqui alguém para os ler. 

Obrigada a quem passa sempre por aqui e me deixa uma palavrinha de força e de ânimo nesta fase menos boa da minha vida. Obrigada. Obrigada de coração. ♥

19 de julho de 2017

Desculpem lá

Sempre disse que mais depressa se conheciam os verdadeiros amigos no sucesso do que na tristeza. Mas desde que adoeci que tenho vindo a constatar outra coisa: os amigos conhecem-se nos extremos. No extremo da felicidade e no extremo da tristeza. Os que não são amigos não gostam de pessoas felizes com a vida, assim como também não querem estar perto de alguém com problemas e sempre triste. 


Eu mudei muito desde que me diagnosticaram um esgotamento mental. Este problema mudou-me. Estou mais séria, tenho menos vontade de sorrir, ando mais irritada, sempre com dores de cabeça, muito mais cansada, e são poucas as vezes em que me apetece sair de casa e conviver um pouco com outras pessoas... O meu refúgio tem sido a minha família e quando resolvemos passear, vamos mesmo só nós. 


As pessoas têm notado que estou diferente. E a reação foi... afastarem-se. Eu sei que podia fazer um esforço, fingir que está tudo bem, colocar um sorriso... Mas às vezes é mais forte do que eu e, na maioria, as dores não são possíveis de disfarçar. Mas a questão é: os amigos não perguntam o que se passa? Não querem saber o que tenho? Pelas costas chamam-me enjoadinha? 


Não, não são amigos. São pessoas que apenas querem saber dos seus próprios problemas e não gostam de pessoas que estão a passar uma má fase, preferindo deixa-las de lado. Aliás, são aquelas que não entendem porque é que alguém chega ao meu estado e julgam sem conhecimento de causa. Dá trabalho ouvir e perceber, não é? 


Bom... Se calhar o que tenho a fazer é pedir desculpa. É isso? Então, desculpem lá qualquer coisinha, queridas pessoas que já não gostam de conviver comigo. Desculpem a minha doença, desculpem o meu desânimo, a minha ausência, e desculpem as minhas dores e o meu cansaço extremo. Mas isto passa, sabem? É passageiro e os sorrisos vão voltar. Só não sei se voltarão para vocês... 

18 de julho de 2017

Andamos a brincar?!

Infelizmente, a minha médica adoeceu. Na clínica garantiram-me que não ia ficar sem consultas e que ia ficar em boas mãos. Já tive consulta com a nova médica e também gostei bastante dela. A questão está que ela acha que estou na especialidade errada. Ora, cansada de toda esta situação, perguntei-lhe se andavam a brincar comigo e com a minha saúde. Ela ficou bastante surpresa com a minha reação, pela qual prontamente pedi desculpas, explicando-lhe que já tinha estado em neurologia e que de lá, encaminharam-me para psiquiatria. Pois ela acha que nunca devia ter deixado a neurologia, pois apresento sintomas físicos que requerem esse acompanhamento (tão bom de ouvir isto...) e, para complementar, continuar com a psiquiatria mas de uma forma mais espaçada. Claro que lhe perguntei se o meu caso era assim tão mau para estar a ser seguida por duas especialidades, e a resposta foi bastante vaga: não, é um procedimento que deveria ser normal para ter resultados mais rápidos.  

Estou completamente baralhada e a sentir-me uma bola de pingue-pongue... 

Isto é normal?

17 de julho de 2017

Podia ser aqui...






Butão. 

Desde que descobri este país que me apaixonei por ele. E dizer que adorava poder visitá-lo é pouco. Não adorava, A M A V A!

Uma curiosidade: Butão é considerado o país mais feliz do mundo e é o único que tem um Ministério da Felicidade e em vez de PIB, guia-se pelo FIB, Felicidade Interna Bruta. 


13 de julho de 2017

Destes dias


Os dias têm passado a correr. O que é bom, porque não há muito tempo, eles eram bem vagarosos. 

Estou a tentar recuperar o tempo perdido no que ao trabalho diz respeito. Os prazos são para cumprir e é isso que vai acontecer. Com calma, com foco, tudo se faz. 

Além disso, quero deixar tudo pronto para poder tirar alguns dias de férias com a minha pequena família. Estou mesmo a precisar de mudar de ares, de sair da rotina e deixar as preocupações de lado por um tempo.  


11 de julho de 2017

Passo a passo


Houve um recuo no meu tratamento. Voltei à medicação inicial por ordem médica por causa dos dias complicados que vivi há algumas semanas. Mas agora está tudo mais calmo e eu sinto que voltei ao caminho que me encontrava. Passo a passo, com calma, sigo o percurso traçado. Sei que ainda haverão alguns obstáculos a ultrapassar, mas espero, de coração, não voltar a perder o foco. 

Aos poucos, volto ao meu Eu. 


6 de julho de 2017

Subscrevo totalmente


"Às vezes fica a saudade de tudo o que podia ter sido e não foi. Esse futuro passado, tão desejado, que acabou por não ser, tudo o que sempre desejou. 

Essa memória lá à frente de uma imagem com as cores do sonho. Que nunca aconteceu. 

Às vezes fica a memória, da marca que deixou a vontade, quando tentou fazer acontecer vezes sem conta mas teve que desistir. Não por não ter sido capaz. Mas por perceber que talvez aquele futuro não era o seu. 

Nem tudo o vento leva. E nem tudo a esperança traz. Mas sempre podemos deixar ir o que queremos, para deixar espaço para entrar o que merecemos. Porque, na maior parte das vezes, merecemos muito mais do que aquilo que um dia achámos que tivemos, e na verdade, nunca lá pertencemos."

3 de julho de 2017

Ando por aqui...

Mas não tenho nada de novo para contar.  E não quero estar sempre a falar da minha tristeza, do meu desânimo, dos meus dias mais cinzentos... 

Esta é só uma fase, eu sei que sim... E estou a dar o tempo para me recuperar, para voltar a sorrir, para continuar a seguir o sol...