28 de junho de 2017

24 de junho de 2017

Este dia ia chegar...

Hoje talvez seja um dos dias mais tristes da minha vida... O que sinto é uma enorme e profunda tristeza. Não tenho mais força para continuar a ser otimista e tentar levar as coisas a bom porto e ainda continuar a preocupar-me com os outros, com o que eles pensam e sentem quando, na verdade, o que sinto é que ninguém se preocupa dessa forma comigo. 

Estou tão cansada... 

Larguei os remos e desisti de remar contra a maré. Não tenho força para mais. Não tenho.Vou deixar o barco andar à deriva porque não me apetece conduzi-lo mais. 

Estou mesmo muito cansada... Cansada de tudo... 

22 de junho de 2017

Um desabafo


Numa das minhas consultas, a médica disse-me que era muito importante que eu não guardasse todos os sentimentos para mim. Claro que é mais uma daquelas coisas que já estava farta de saber, mas a verdade é que nunca fui de exteriorizar o que sinto, sobretudo nos momentos mais tristes. E isso faz com que fique muito sobrecarregada de sentimentos negativos que, mais tarde ou mais cedo, acabam por se refletir de alguma forma. Foram anos a guardar tudo para mim, a não falar sobre o que se estava a passar, e eis onde estou hoje... 

A médica sugeriu, até, que se não quisesse falar, que escrevesse. O importante era exteriorizar. Mal sabe ela que tenho um blogue... Acontece que não o queria utilizar como um caderno de desabafos, porque queria que ele tivesse um registo mais alegre e fosse um álbum de boas memórias... Mas acho que não haverá mal algum se passar por aqui, mais do que uma vez, um sentimento de tristeza ou de angústia... Faz parte da vida. E fará parte da minha terapia. 

Posto isto, queria escrever sobre o que me tem andado a incomodar nos últimos tempos. Aquela parte da família que parece estar a tentar estragar o meu casamento, tem usado de tudo para o conseguir. Qualquer coisa da minha parte é defeito. O trabalho é o principal. Para aquela gente a minha profissão não é trabalho. Não pode ser, uma vez que o faço a partir de casa. Estar em casa é sinónimo de malandrice, de estar a viver à sombra do marido. Segundo os mesmos, se não fosse eu, ele teria uma vida melhor.

Claro que me custa ouvir isto e ficar quieta. Mas eu sou apologista de não colocar as pessoas umas contras as outras. Neste caso em particular, nunca quis colocar o meu marido contra a família dele, porque além de eu ficar numa posição delicada, ia estar a comprar uma guerra sem fim. Enfim... é uma questão muito complexa, mas eu sempre preferi que ele percebesse as coisas por ele, o que até agora vinha a resultar. 

Agora estou num impasse e não sei o que fazer. Não sei como reagir perante o que tenho ouvido... Falo, não falo? Ou espero pelo karma? 

20 de junho de 2017

Voltamos ao mesmo?


Quando uma parte da família nos tenta colocar um contra o outro é difícil manter uma relação estável. Nós sabemos o que queremos mas há alturas em que apetece desistir de tudo só para não ter que ouvir certas coisas. 

Há ainda outra questão. Neste momento ele só consegue ver um lado do problema e não aceita os defeitos da família. Não sei se não consegue perceber o que estão fazer, ou se percebe mas prefere ignorar para não se chatear porque, no fundo, é a família dele. 

O que conversamos estes dias mantém-se de pé mas quando o problema surge de novo à nossa frente sinto que os alicerces tremem. Eu espero que eles se aguentem firmes, mas às vezes acho que vão ruir. 

19 de junho de 2017

Odeio o calor!

E não o odeio porque me faz doer as pernas, não me deixa dormir ou porque me suga a energia. Odeio porque todos os anos é a mesma coisa. O calor aparece e com ele surgem os incêndios. Com as temperaturas como as que se fazem sentir é muito mais fácil o fogo propagar-se, é muito mais fácil a terra ficar semelhante a um inferno. 

Este ano odeio ainda mais o calor. Porque nunca mais me vou esquecer do incêndio que ainda não está controlado de Pedrógão Grande. Da tragédia e da dor que ele está a provocar. As notícias que vou ouvindo e lendo ocupam a minha cabeça. Durante a noite acordei várias vezes sobressaltada a com o eco das testemunhas que tinha ouvido durante o dia na minha mente. Que angústia... Que terror! Não consigo sequer imaginar o que aquelas pessoas viveram e estão a viver... O coração aperta-se, forma-se um nó na garganta... 






Eu sei que não se pode culpar só o calor... Mas não quero entrar por esse caminho. As críticas agora não resolvem nada. O importante agora é ajudar com o que for possível. 


Como ajudar: 

1 - A Caixa Geral de Depósitos associa-se com profundo pesar ao momento difícil por que estão a passar as vítimas do incêndio que deflagrou ontem em Pedrógão Grande e se estendeu a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

A todos os cidadãos que pretendam, como nós, num gesto de solidariedade e cidadania ajudar as vítimas desta tragédia, deixamos aqui a conta de solidariedade que foi aberta para o efeito e na qual a Caixa depositou já a sua contribuição de 50.000 euros.

CONTA SOLIDÁRIA CAIXA
IBAN: PT50 0035 0001 00100000 330 4


2 - Um Abraço a Portugal é uma linha solidária da SIC de apoio às vítimas dos incêndios. Ao ligar 760 100 100, estará a contribuir com €0,60. Juntos vamos dar um abraço a Portugal.

Preço/chamada: 0,60€+IVA; com o apoio MEO, NOS e Vodafone. Esta é uma linha que reverte totalmente a favor das vítimas dos incêndios em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.



Estas são só duas das formas de ajuda às vítimas dos incêndios. Há mais, é só pesquisarem e perguntarem no quartel dos bombeiros mais próximo o que podem fazer. O importante é contribuir com o que puderem e ajudar neste momento tão complicado.

Eu já fiz a minha parte. 

16 de junho de 2017

Vamos tentar...

Era imperativo conversarmos. Era muito importante resolvermos a nossa "questão". Não era algo que podia ser adiado, não era algo que se podia ir resolvendo... 

Aproveitamos o feriado para espairecer e colocar os pontos nos is. 

Vamos tentar. Se há coisa que não morreu em nós foi o amor. Nem sempre este é suficiente, mas achamos que é forte para ultrapassarmos esta fase. O nosso amor e o amor pelo nosso filho falou mais alto. E espero que continue a falar... 


13 de junho de 2017

12 de junho de 2017

Confirma-se...

Dizem que aos sete anos o casamento treme um pouco, passa por uma turbulência, ou até por uma crise... E eu confirmo. Este ano farei sete anos de casada e se depois desta turbulência toda o casamento sobreviver, poderei dizer que, então, somos fortes e capazes de resistir a mais tempestades. 

Não sei o que nos espera, mas que não está fácil, não está... 


9 de junho de 2017

A lição desta semana

Nunca confiar totalmente em ninguém

Na teoria sabe-se isto mas, depois, na prática fica no esquecimento. E eu cometi esse erro. Confiei parte do meu trabalho a alguém e saí prejudicada (ler post anterior para perceberem melhor). Como é óbvio, e porque ninguém adoece porque quer, procurei por uma justificação para não me ter avisado que estava doente e a resposta que obtive foi: "não me lembrei e pensei que o trabalho não era assim tão importante". Claro que não era. Era e é SÓ o meu único trabalho. 

Bom, mas lá me consegui safar. Não consegui cumprir todos os prazos, ouvi algumas reclamações, mas consegui entregar a maioria do que já estava agendado a tempo e horas. Estou a dever várias horas à minha bela cama, mas valeu a pena o esforço. 

Agora venha o fim de semana para conseguir repor energias! 


5 de junho de 2017

Então... Como começar a semana stressada?

Bom, eu achava que a minha colega me estava a ajudar com o trabalho. E estava. Mas na última semana adoeceu e não me avisou. Nem a mim nem a ninguém. Ora, por causa disso, o trabalho ficou acumulado, os e-mails ficaram por responder (e algumas pessoas chateadas) e esta semana vou ter que conseguir compensar tudo e todos e ainda tentar cumprir alguns prazos que estão mesmo a terminar (vou precisar de um milagre). 

Escusado será dizer que estou para lá de chateada! Custava muito pegar no telemóvel e dizer que estava de cama? Que falta de responsabilidade! Já fiquei prejudicada com tudo isto e temo que vá ficar ainda mais. Enfim... Só me apetece dizer palavrões!