23 de maio de 2017

Podia ser assim...


Para esquecer estes dias em que andamos todos k.o. cá por casa, bem que podia ser assim: um vestido simples, confortável e que é a minha cara, máquina fotográfica na mão para registar todos os momentos, e uma praia como destino para uns dias de descanso em família. Seria a maravilha das maravilhas... 

22 de maio de 2017

Nada de novo...

A virose continua por aqui, achou por bem prolongar a sua visita. 

A única coisa boa é que o M está bem melhor e já voltou a comer com o mesmo apetite de sempre.

Já o pai e a mãe continuam iguais: enjoados, com falta de energia e de apetite, entre outro sintomas chatinhos... 

E é ver o M "cheio de pica", a pedir para montar puzzles, jogar à bola, entre outras atividades cheias de energia e os pais a arrastarem-se para tentar fazer-lhe a vontade... 

Bom, posto isto, acho que hoje vou voltar a fazer uma visita ao médico, porque assim não andamos nada bem... 

18 de maio de 2017

Por aqui...


Estamos de rastos à conta de uma virose que quis fazer uma, espero, curta visita. Começou pelo pequeno, a seguir fui eu e agora está o pai. Nem é preciso dizer como uma virose consegue deixar uma pessoa... 

É tão fixe estarmos os três doentes... 😩 

17 de maio de 2017

16 de maio de 2017

Podia ser assim...


E fosse o meu cabelo assim comprido para poder fazer uma trança deste género. 
Já disse que adoro tranças? 
😍

15 de maio de 2017

A idade dos porquês (e dos para quê)

- Mãe, por que é que vamos sair?
- Por que é que tenho que calçar as sapatilhas?
- Mãe, porquê tens que ir trabalhar no computador?
- Por que é que o telémóve está a tocar?
- Mãe, porquê compraste pêguedos?
- Mãe, por que é que vamos comer?

- Mãe, para que serve o nosso carro? 
- Para que serve a camisola?
- Para que é isto?
- Mãe, para que servem as mãos? 
- E as pernas para que são?

- Mãe, porquê tenho cabelo? 
- E porquê tenho que o ir cortar?
- Mãe, oh mãe! Porquê estás a chamá-me?

(...) 


E é isto, todo o santo dia, todos os dias (sim, o M fala mesmo assim, tal como escrevi). São inúmeras as perguntas que ele faz, sobre tudo o que lhe desperta a curiosidade. Quer saber porque a lua está escondida, para que serve o sol e o vento e por que é que a bola se chama bola. Às vezes é cansativo ouvir tantos porquê e para quê (haja paciência), mas a maior parte chega a ser muito engraçado. E a verdade é que esta idade, dos 3 anos, é muito catita. Ele está muito expressivo e imaginativo e não há um dia em que não solte uma gargalhada à conta do que ele faz ou diz. É o melhor dos meus dias, este meu M. ♥

12 de maio de 2017

Não vale a pena ficar a pensar no que aconteceu. Já foi. Já era. O importante é seguir em frente, afastar as mágoas e os que não são importantes, e viver. Viver cada dia, agradecendo e sendo feliz. 


10 de maio de 2017

Como fazer?

Pergunto isto de lágrimas nos olhos, em mais um daqueles dias não tão fáceis... 



Como fazer para esquecer alguém que foi extremamente injusto connosco?

O que fazer para esquecer o que aconteceu e a injustiça que foi cometida contra nós?

É que, hoje, não sei... 

9 de maio de 2017

Vamos falar de sintomas

As poucas pessoas que sabem do meu esgotamento, perguntam-me como é que se consegue perceber esse estado e o que o distingue da depressão. Eu não posso falar pelos outros, mas posso falar por mim. 

Do início. 

Sempre fui uma pessoa com o sono leve. Qualquer barulho me desperta e é raro não acordar mais do que uma vez durante a noite. E depois do nascimento do meu filho as insónias agravaram-se. Mas ignorei. Achei que era normal, afinal os primeiros tempos com um bebé são de adaptação e o sono altera-se sempre. Estamos sempre a acordar para dar de mamar, porque ele chora, por isto ou por aquilo. 

Acontece que o tempo foi passando e eu continuei sem conseguir dormir. O meu filho já dormia a noite inteira mas eu... nada! Não havia maneira de pregar olho! Houve uma altura em que estive uma semana inteira sem conseguir dormir, só para terem uma ideia. 

Comecei a queixar-me à médica e foi aqui que ela me receitou comprimidos para dormir. Melhorei? Muito pouco. Podia haver uma ou duas noites que dormia bem, mas nas restantes não descansava nada. 

Os primeiros sintomas começaram a surgir mas estava longe de imaginar do que se tratava. Achava sempre que andava mais cansada porque não dormia, o que não deixava de ser verdade, mas o corpo já não reagia por mais que me obrigasse a descansar. 

O cansaço era evidente. Olhos escuros, pele pálida, falta de energia (pegar no meu filho ao colo cansava-me como nunca imaginei)... Todos os dias tinha dores de cabeça... E quando senti a sério que não andava mesmo bem foi quando comecei a perder o raciocínio com frequência. Não conseguia reter o que estava a ler, esquecia-me das coisas mais simples com facilidade... 

Num fim de semana qualquer, acordei com a cabeça a latejar. A dor era mesmo forte e não melhorava, tomasse eu o que tomasse. A par dessa dor, comecei a sentir o olho esquerdo sempre a tremer. Fui parar ao hospital e depois de exames e análises feitos para despistar outras problemas, a médica perguntou-me: há quanto tempo é que não dorme? Há quanto tempo é que se sente assim? É que basta olhar para si para perceber que está extremamente cansada. 

Foi aqui que me falaram pela primeira vez em esgotamento. Nunca a palavra depressão foi mencionada, porque era a exaustão o mais evidente.

Daqui dirigi-me à médica de família que me encaminhou para neurologia. Acho que ela desvalorizou o esgotamento e centrou-se apenas nas dores de cabeça constantes. Para ela, bastava que começasse a dormir melhor para que o cansaço desaparecesse. 

Na consulta de neurologia e depois dos devidos exames feitos, voltou-se a falar em esgotamento. As enxaquecas eram resultado desse meu estado físico. 

Entretanto, houve uma mudança de médica de família e a nova, que achou que estava mal acompanhada, encaminhou-me para outra especialidade: psiquiatria. É esta que trata os esgotamentos físicos, nervosos ou emocionais.

E cheguei onde estou hoje. Agora sim, sei que estou no caminho certo. E o facto de estar a ser acompanhada por uma psiquiatra não faz de mim uma doente mental. Nem a depressão foi mencionada nas consultas que já tive, porque no meu caso e, segundo palavras da própria médica, não faz sentido. Eu não tenho uma depressão porque não apresento os sintomas dela. Não passo os dias a chorar, nem apática. Não me sinto triste nem ansiosa. Não perdi a vontade de viver... Entre muitos outros que denunciam esse estado emocional. Os sintomas podem confundir-se, é verdade, mas se a médica diz que o meu esgotamento é físico, é porque assim é. Mas como é óbvio, quando nos sentimos mais em baixo fisicamente, o foro emocional também pode sofrer alterações. Eu posso dizer que estou apenas mais desanimada porque não gosto de me sentir doente. E, convenhamos, o cansaço - sobretudo o extremo - mexe com tudo. Com o corpo, com a mente... com tudo.

E é isto. Agora sei que estou bem medicada e acompanhada e o meu tratamento não passa apenas pelas consultas e pelos medicamentos. Faço caminhadas e comecei com meditação. Ainda está tudo no início mas acredito que pode ser uma mais valia. Porque um esgotamento passa pelo corpo e pela mente e é preciso cuidar dos dois. 

8 de maio de 2017

Um daqueles dias...

Não me sinto bem. Não sei dizer se me sinto triste, se estou apenas mais desanimada... Não sei mesmo definir este meu estado de espírito. Mas que não me sinto bem, isso não sinto. 

Tenho saudades do meu velho eu, mais feliz (como diz na imagem anterior). Tenho saudades de me sentir capaz de sair do desânimo. 

Queria muito estar com o astral mais alto. Queria muito que a médica me dissesse "vou dar-lhe alta". Queria muito sentir-me melhor também a nível físico. Queria muito não estar sempre cansada ou com dores de cabeça. 

E é este querer que hoje me rouba o ânimo. É este querer que teima em deixar-me assim, macambúzia... 

Talvez amanhã já não me sinta assim. Talvez amanhã já não esteja cansada de estar cansada. Talvez amanhã seja capaz de sorrir. 

Mas hoje não. Hoje é um daqueles dias... 

De hoje


E não é preciso dizer mais nada. 

5 de maio de 2017

Ao redor de nós

Só porque adoro esta música de Ana Carolina. 



Quando você me viu o amor surgiu
Tudo ao redor de nós sumiu, sumiu
No espelho da estrada em que me olhei
Eu te avistei
E foi virando o sol pra te tocar
Fui nos braços do mar pra te alcançar
Tudo agora em mim só quer brilhar pra te iluminar

Olha, não tiro mais você do pensamento
Já não sentia isso há tanto tempo
É a luz do novo amor que se ascendeu
Veja em meus olhos sua imagem refletida
Por você mudei a minha vida
Pra juntar o seu caminho ao meu

Olha não tiro mais você do pensamento
Já não sentia isso há tanto tempo
É a luz do novo amor que se ascendeu
Veja em meus olhos sua imagem refletida
Por você mudei a minha vida
Pra juntar o seu caminho ao meu

3 de maio de 2017

Por falar em recuperação...

Aqui há uns tempos tinha ido com uma colega a uma aula experimental de yoga e meditação. Na altura achei difícil (o nível de concentração exigido é alto) mas sei que adorei! No fim da aula senti-me bem, com uma leveza indescritível! Por incompatibilidade de horários, na altura não me inscrevi em mais aulas, mas ficou o desejo de continuar com a meditação. Recentemente soube que a mesma professora vai dar um workshop aqui perto de Meditação e Mindfulness e não hesitei em inscrever-me! Este já tinha sido um assunto abordado pela médica na última consulta e este workshop veio mesmo a calhar. O objetivo é, depois, praticar sozinha em casa, mas primeiro quero aprender com quem sabe. 


Este é mais um passo na minha recuperação!


Não falo sobre isso...

O único sítio onde falo sobre o meu esgotamento é aqui. Fora daqui são muito poucas as pessoas que sabem sobre esta fase que atravesso. Não tenho vergonha de dizer o que tenho, simplesmente não quero estar a explicar uma coisa que sei que não vai ser entendida. 

Vivo num meio pequeno onde a maioria tem uma mentalidade muito fechada e onde certos assuntos são um grande tabu. Certas doenças, como depressão, esgotamento, entre outras do foro psicológico, não são compreendidas. As pessoas não as entendem mas também não se esforçam por saber um pouco mais. 

Ainda a semana passada ouvi uma coisa que me desagradou, quando no centro de saúde respondia a algo que me perguntaram. "Isso é coisa de quem não tem o que fazer! Uma enxada na mão e passava-lhe isso do esgotamento!" E a conversa não era com esta pessoa que lançou este comentário... O que me faz ter ainda mais a certeza de que as pessoas conseguem ser muito más quando querem... 

Ignorei, claro. Tamanha estupidez não merecia qualquer tipo de atenção e, honestamente, quero lá saber o que pensa aquela pessoa que não me conhece de lado nenhum. Porém, fiquei a pensar em como é muito fácil julgar aquilo que não faz parte do nosso conhecimento e estarmos completamente errados. Mas a maioria das vezes é sempre assim, o que chega a ser triste... 

É por isso que opto por não contar. Quando sei que é algo que vai ser mal interpretado, não falo sobre o assunto. Assim não me chateio e, neste caso em particular, concentro-me no mais importante: recuperar. 


2 de maio de 2017

Podia ser assim...


Numa esplanada, com um café e um livro... Porque hoje não me apetecia mesmo nada estar enfiada em casa, a ver o sol e o céu azul pela janela. Mas quando não pode ser, não pode ser mesmo...