9 de março de 2017

[In]Justiça

Há uns tempos vi-me obrigada a apresentar uma queixa na polícia. Depois de muito pensar, de muito ponderar, de me aconselhar com quem trabalha no ramo, ganhei coragem e fiz o que achei ser o melhor. E para meu espanto já obtive resposta! 

Honestamente, achei que ia demorar anos até olharem para o meu caso, mas não. Algumas semanas depois, eis a resolução para o meu caso. 

Ou não. A verdade é que fica tudo por aqui. Como vem escrito, fica arquivado porque as provas apresentadas não têm substância para darem seguimento à queixa que apresentei. E pelo que entendi, não são graves o suficiente para prosseguirem com uma averiguação do caso. 

Sabem como me sinto? Um boneco. Uma marioneta. Confesso, até, que me sinto ridícula. E frustrada. Comete-se um crime, porque foi o nome que lhe deram, e fica assim? As pessoas podem fazer o que quiserem, podem fazer da vida dos outros um inferno, que a justiça pouco ou nada faz? Ou então só atua em casos muito mediáticos e muito graves? Não percebo... 

Continuamos no mesmo. Mas uma coisa eu prometi a mim mesma: na minha felicidade ninguém interfere. Só eu. 


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