Adeus 2017

Não queria terminar o ano a pensar de forma negativa. Por isso, nos últimos dias tenho tentado pensar positivamente. Percebi que tanta negatividade à minha volta nos últimos tempos, só atraiu mais coisas negativas. Assim, quero agora contrariar isso. Se o negativo atrai o negativo, então, pensar em coisas boas só podem atrair coisas boas. É certo que nem sempre se consegue ser positiva, mas também é certo que ser pessimista não resolve os problemas. 

Quero acreditar que tudo acaba por se resolver. E que as tempestades não duram para sempre. O arco-íris está mesmo prestes a aparecer e mesmo que dure pouco tempo, o que vier a seguir terá algum propósito. 

Que eu não perca a Fé. Tudo irá correr bem. A vida não pode ser sempre madrasta e um dia erguerá a bandeira branca. Os dias menos bons darão lugar aos bons. 

E mesmo nas fases mais críticas, que não perca a Força e a Serenidade. Tudo acabará por se compor à nossa volta. 

Termino o ano a Acreditar. Em dias melhores, com sorrisos e gargalhadas à mistura, paz de espírito, harmonia, sentimentos positivos e tudo aquilo que desejamos sempre. 


Adeus 2017. Levo os teus ensinamentos para 2018. E aguardo o novo ano com fé e confiança. 

Cara Vida:

o que tens mais para me oferecer até ao final do ano? Ainda não te cansaste de me mostrar o teu lado mau? 

Esta semana, então, tem sido demais! Se queres castigar alguém por alguma coisa, castiga-me a mim. Não brinques com a saúde do meu filho e também não comeces a brincar com a saúde do meu marido. Vira-te só para o meu lado, pode ser? Mil vezes eu do que eles! 

E, já agora, assim que deixares de estar tão ocupada a brincar connosco, explica-me: que mal te fizemos nós? O que aconteceu para estares tão zangada com estes três seres que nada mais querem do que um pouco de paz? 

Agradecida, 

Ellie


P.S. Já não sei precisar há quanto tempo a minha vida é uma montanha russa. Desde 2016? Talvez antes? Por favor, vida, dá-nos um pouco de paz em 2018... 

Então e o Natal?

Quem me segue pelo instagram já sabe como foi... O pior Natal de sempre! E não, não estou a exagerar. Foram azares atrás de azares, desde coisas pequenas a coisas bem mais chatas. 

Uns dias antes ficamos sem carro. Tinha ido para a marca para fazer um atualização e... morreu. Está lá até hoje para tentarem perceber o que aconteceu e resolverem o problema. Até quando? Pois, também gostava de saber... 

Entre outras coisas que não vale a pena mencionar, o mais grave ainda estava para vir. No sábado o M começou a adoecer. Ele já não andava muito bem, tinha tido uma infeção na garganta no início do mês, depois começou com tosse e entretanto, começou a fazer febre. Como esta era alta, toca de pedir o carro emprestado aos meus pais e lá fomos nós, na madrugada de 24, para o hospital. Cerca de uma hora depois saímos com a indicação de apenas vigiar a temperatura e eu fiquei com a sensação de que aquilo não ia ficar por ali. O M não faz febre por qualquer coisa, quando a tem, algo de mais sério se passa. 

A febre não baixou, aliás até passou a ser de 3 em 3 horas e, cheia de dúvidas, liguei para a Saúde 24. Segui os seus conselhos e como a situação se manteve, à tarde seguimos novamente para o hospital. 

E assim se passou o Natal... Entre hospitais e com o M ao colo para que conseguisse dormir alguma coisa (desta forma não tossia tanto e lá ia dormindo), a vigiar a temperatura, a acalmá-lo durante a noite sempre que tossia e acordava a chorar... Enfim... 

Hoje a situação não é muito diferente. Só a febre parece ter finalmente cedido, mas continuo a não gostar daquela tosse... Só espero que nada se agrave, pelo contrário, tudo melhore. 

Gostava de entrar em 2018 com mais ânimo, mas tendo em conta os últimos dias, até tenho medo de pedir ou desejar alguma coisa.

Aguardemos pelos próximos capítulos... 


Que seja para todos...


Os desejos são sempre os mesmos todos os anos. São aqueles que mais me fazem sentido pedir... 

Que seja um Natal repleto de alegria, principalmente no coração.
Que o amor e a união façam parte deste e de todos os dias. 
Que a paz esteja sempre presente. 
Que saibamos agradecer a sorte que temos, mesmo que às vezes achemos que não temos tudo o que queremos. Se pensarmos bem, se calhar temos mesmo tudo, porque temos o principal. 
Que a saúde não falte. 
E que a felicidade bata à porta, entre e se instale confortavelmente. 

Que seja um muito feliz Natal! 
🎄

Um passo atrás...

Diz a médica que faz parte do processo, que haverão alguns recuos ou desvios, até chegar ao derradeiro destino. Honestamente, começo a achar que a culpa é só minha, que não abrando o ritmo quando sinto o corpo e a mente a pedir mais calma, mais descanso. Mas ela diz que é normal, que todos (mesmo os que não estão doentes como eu estou) temos dias de mais cansaço. Há dias melhores, há dias piores, faz parte, e este recuo não significa que não esteja no bom caminho. 

Não sei... Só sei que as enxaquecas voltaram, porque voltaram as insónias e, por isso, os comprimidos para dormir regressaram à mesinha de cabeceira, e as cápsulas S.O.S. para as dores estão novamente naquele mini cesto de comprimidos que já estava guardado. 

Respiro fundo... Uma, duas, três vezes... Quero acreditar que é só mais uma fase curta... 


De coração, espero que o Natal me traga mais saúde. E mais calma em todos os meus dias (tenho andado muito enervada). Já agora, se não for pedir muito, umas noites bem tranquilas, com um sono reparador. 🙏

Pausa para reflexão

Resolução para 2018: vou tornar-me má pessoa. Por aquilo que vejo em meu redor, as pessoas com mau carácter são as que se dão melhor (até rimou e tudo). De que adianta ter bons valores, ser boa pessoa, se os outros abusam de ti? Se não têm problemas em passar-te a perna? E ainda te criticam sem dó nem piedade? E não hesitam em te prejudicar? 

Cansei-me. A partir de hoje serei Ellie, a Maléfica. Ou Ellie, a Má. Ou ainda, Ellie, a Cruella.



Em todo o caso, estou cansada de ser "boazinha" e ainda levar pontapés. E só vejo os outros a atingirem os seus objetivos, a terem aquilo que querem, mesmo que para isso tenham chutado outras pessoas para canto.

Fartei-me. A partir de hoje serei egoísta, egocêntrica e vou estar nem aí para os sentimentos de terceiros. Quem sabe assim não passam a ver-me com outros olhos e a dar-me mais valor? 










Não, obviamente que não quero nada disto. Esta não é uma resolução para 2018. Mas, por aquilo que presencio muitas vezes, dá mesmo vontade de, por um tempo ainda que curto, experimentar ser má pessoa e ver o que conseguiria com isso.

Ainda sobre o Natal...

Agora somos cerca de dez pessoas à mesa, mas já fomos mais. Juntavam-se os tios, os primos e os avós. Lembro-me da minha animação quando era pequena. Tanto entusiasmo e tanta ingenuidade junta! 

Fui crescendo e fui ouvindo. Ouvia a minha mãe sempre a queixar-se que quem tinha o trabalho todo era ela. Cozinhar para tanta gente não era fácil e as ajudas eram muito poucas. Eu era pequena e quem podia ajudar, pouco ou nada fazia. O trabalho mais pesado era todo para a mesma e ela lá ia desabafando, sempre muito chateada... E eu ouvia e guardava... 

Depois ouvia os outros a reclamarem que estavam cansados de terem tanto trabalho. E observava a minha mãe, sempre a correr de um lado para o outro para ter tudo pronto a horas, e sempre a última sentar-se à mesa... 

Recordo-me que houve um ano que pedi que não houvesse Natal... Não queria ouvir as mesmas reclamações de sempre, não queria ver a cara de amuados dos tios, nem queria ouvir os primos a gozarem com os presentes dos outros... 

Ah! Os presentes! A minha mãe escolhia-os com todo o cuidado. Pensava sempre se ia ter utilidade, se eram de acordo com o gosto de quem os ia receber... Lembro-me do último presente que a minha mãe recebeu: uma coisa qualquer, sem serventia, que não tinha nada a ver com ela... Sabem, um presente que não foi pensado, foi comprado por obrigação. Entraram na primeira loja que viram e agarraram na primeira coisa que encontraram. Assim mesmo. E a cara dela de tristeza quando o abriu. E no dia seguinte, os desabafos... 

Houve um ano que levei um pontapé na mão. Era pequena, mas nunca me esqueci desse episódio. O Natal nesse ano era em casa dos tios (mas a minha mãe cozinhava e levava a comida para todos). Estava na hora de abrir os presentes. Eu, sentada no chão, abria os meus e colocava os papeis à minha volta. A tia passou e chutou os papeis todos acertando-me numa das mãos. Ficou uma bela lembrança de Natal... 

Os primos cresceram, o meu irmão casou, a família aumentou e o Natal passou a ser com cada família em sua casa. Melhor assim. Porque mesmo eu já ajudando a minha mãe, as reclamações eram as mesmas e a cara de frete dos outros permanecia. Os Natais passaram a ser mais leves. 

Ainda assim, cresci sem criar grandes expectativas para esta época. As recordações não eram muitas e também não eram as melhores... Eu só via azáfama, stress, cansaço... E parecia que o Natal era só isso. O Natal e o Ano Novo. Via os outros muito entusiasmados, com grandes planos e ideias, e eu... Só queria que chegasse a janeiro rapidamente! Portanto, para mim, o Natal não era aquela época mágica... 

Só depois que o meu filho nasceu é que o meu espírito natalício começou a dar o ar de sua graça. Encontrei-o neste pequeno ser que agora fala do Pai Natal, do Menino Jesus, das luzes e da árvore que começou a pedir para fazer ainda em Novembro. Tomo o seu entusiasmo como meu, como aquele que não tive até há cerca de três anos. É nele que vejo a magia desta época que dizem ser tão especial. ♥


Sobre o Natal...


A Emma do blogue Find Joy in the ordinary convidou-me a responder a algumas perguntas sobre o Natal. Eis algumas coisas sobre mim e esta época. 

1. Qual é o teu filme de Natal preferido?
Gosto imenso de A Christmas Carol (clicar para ver o trailer), ou Um Conto de Natal (o título adaptado em português), um filme da Disney que é  uma adaptação da história de mesmo nome de Charles Dickens. 

2. Onde costumas passar o Natal?
O Natal é sempre cá em casa, com mais ou menos 10 pessoas. 

3. Qual é a tua música de Natal favorita?
Bom... esta é difícil, mas a ter que escolher só uma música, a eleita é I'll be home for Christmas cantada por Michael Bublé.

4. Abres os presentes na véspera de Natal?
Sim, sempre no dia 24 à noite. Não espero até à meia noite porque o mais novo não aguenta até lá (de ansiedade e de sono... ah ah ah!). 

5. Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
A única parte que gosto mesmo é de nestes dias se reunir a família. O M delira com tanta gente em casa. 

6. Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa. Mas em pequena tive verdadeiras. Na altura ainda não se compravam artificiais, por isso lembro-me que íamos sempre cortar uma aos pinhais perto de casa. Tentávamos escolher o pinheiro mais perfeitinho, colocava-mo-lo num vaso com areia e depois era só decorar. 

7. Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Bilharacos, sem margem para dúvidas! 

8. Sê honesta: preferes dar ou receber presentes?
As duas coisas. E estou a falar a sério. Gosto imenso de dar presentes, de ver o sorriso de agrado de quem os recebe, de os embrulhar com todo o cuidado e carinho... Gosto mesmo de presentear as pessoas de quem gosto. Mas, estaria a mentir se dissesse que não gosto de receber. Gosto pois! 

9. Qual foi o melhor presente que recebeste?
Hum... Não sei. Não sei mesmo. Se gostar do presente, então é o melhor! [Porque já recebi daqueles que nem imaginados... ah ah ah!]

10. Qual o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
A Lapónia finlandesa, mais precisamente Rovaniemi, a cidade do Pai Natal. O lugar é lindo! Ora vem se não tenho razão... Clicar aqui

11. Momento mais memorável das férias de Natal?
Não tenho. Em tempos de estudante, tinha sempre trabalhos para fazer e achava sempre as férias curtas. Agora... férias nem vê-las! Só em Agosto. Mas, pronto, era sempre bom estar por casa, não ter que me levantar cedo... Se calhar esses eram os momentos mais fixes das férias: dormir até tarde. Ai que saudades! 

12. Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
O momento exato não me lembro. Mas sei que foi natural. Fui crescendo e percebendo que quem compravam as prendas eram os adultos e aceitei isso bem.

13. És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Estou ali no meio termo. Não ficam perfeitos, mas ficam giros. 

Agora tinha que escolher mais pessoas para responder às mesmas perguntas, mas vou sugerir que, quem quiser, as levem consigo ou responda por aqui. 😊

Pausa para reflexão

Por vezes queixo-me das desilusões, do cansaço, das inúmeras horas sem dormir, das idas ao médico, dos problemas (felizmente) com soluções... Mas, depois, paro para pensar que no geral, colocando tudo na balança, tenho imensa sorte. 

Aqui há dias, enquanto esperava que o M saísse da escolinha, ouvia duas senhoras a conversar. Uma delas dizia à outra que até tinha uma boa vida. Fiquei a pensar naquelas palavras... 

Boa vida? Ou vida boa?

Ela, claramente, tinha uma boa vida. E eu cheguei à conclusão que até tenho uma vida boa. Os problemas, inclusive de saúde, vão-se resolvendo. O meu filho é feliz, sorri todos os dias, gosta da escola e gosta de voltar para casa enquanto relata o que fez com os amiguinhos. Há amor no nosso lar, há alegria, há conforto, há o essencial para esta pequena família. 



Se tenho tudo o quero? Não, não tenho. Há coisas que gostaria de comprar mas não posso, há viagens que gostaria de fazer mas não é possível, tenho planos que sei que muito provavelmente não passarão da minha mente... No entanto, chego ao fim do dia e sorrio: o importante eu tenho. O principal mora aqui. ♥

♫ Cá por casa toca...



It ain't even cold outside, not where I'm from
Feeling like it's mid-July under the sun
My jacket don't get no love, no hats and no gloves, not even a chance to rain
But my baby's in town and we're gonna do some winter things


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey


Take me to the ice-skating rink downtown (no, no, no, downtown)
Even though it's one hundred degrees, gotta get out
Ain't no ice or no chills, no snowmen to build, most of our friends at the beach
But my baby's in town and we're gonna do some winter things


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey


Just imagine that we're laughing
In my cabin, chilling by the fireside
Even though this sun is blasting
We can be wherever if we visualize


Ayo, I wanna pretend we're at the North Pole
Turning the heat into an ice cold holiday
Made just for me and my baby, ooh, ooh
My baby's in town and we're gonna do some winter things, hey

Há dias assim...


Em que a desilusão nos bate à porta e entra sem pedir licença... 
E achava eu que já tinha presenciado de tudo... 



[Hoje é assim, amanhã será melhor.]

M, o justiceiro

- Mãe, sabes, hoje portei-me um bocadinho mal na escola... 
- Ai sim? O que fizeste?
- O A estava a bater-me... 
- Sim, e tu o que fizeste? 
- Também lhe bati... 
- Porque não falaste com a professora? 
- Ela não estava no recreio... 
- Sabes que não se deve bater nos outros meninos... 
- Pois não... Não se bate nos meninos que se portam bem. Mas o A estava a portar-se mal... 

E é isto. O meu filho tornou-se uma espécie de justiceiro. Se te portas mal, levas com uma consequência... 




Nota importante: desde que o M entrou para escola que lhe tenho vindo a explicar que não deve deixar que os outros meninos o magoem, que deve defender-se, mas não o incentivo a responder na mesma moeda. Mas com este diálogo percebi que já aprendeu por si que há alturas que mais ninguém o pode defender a não ser ele mesmo e que o outro só aprende se lhe fizer igual. Certo é que o A (o menino que bate em todos os meninos na escola) nunca mais lhe tocou... 

Óbvio que continuo a achar, e a explicar, que ser violento não é a solução. Mas também não quero que o meu filho apanhe dos outros sem se defender só porque os pais lhe disseram que bater não é correto. Enfim... Um dilema, não é verdade? 

Só mais 5 minutos!

Ou mais meia hora! 

Nas últimas semanas, o M tem acordado bem antes do nosso despertador tocar. Por volta das 6.30 da manhã, lá anda ele a pé a chamar por nós... Tão bom... 

Mas o problema maior está no facto de ele nunca querer dormir. Ultimamente recusa a sesta, recusa ir para a cama à hora habitual... Até pode estar a cair para o lado com o sono, mas luta contra ele como eu nunca vi igual! 

À noite é um castigo para o convencer a ir dormir. São nove, são dez, às vezes são onze da noite e ele a pé, sempre a dizer que ainda não tem sono (quando tem muito!)... É preciso ralhar para ele ir para cama e, mesmo assim, vai muito contrariado e quase sempre a choramingar (que eu acredito ser mais de sono do que de outra coisa). 

De manhã, quer tenha dormido muito ou pouco, lá anda ele a acordar-nos antes do galo cantar... E já não há quem o consiga voltar a adormecer, que ela levanta-se com o turbo ligado e cheio de genica! 

Já nós, pais, bem pedimos só mais cinco minutinhos... 


Mas não, nem cinco nem um... E andamos praticamente a dormir em pé... 😪 💤

Bem, espero que seja só mais uma fase... E que passe bem depressa! 

♫ Cá por casa toca...


E o vídeo? ES-PE-TA-CU-LAR! 

Não tenho paciência para birras!

Nisto de ser mãe, há uma coisa que me incomoda bastante: não tenho mesmo paciência para birras. Nunca tive, mesmo quando tomava conta dos meus sobrinhos e chegava a dizer que um dia, filho meu, iria aprender à primeira a não fazer birras. Isso, soltem uma gargalhada! Eu também me rio agora enquanto penso como estava enganada...

Pois é... Não gosto mesmo nada de birras mas já percebi que são coisas que não posso controlar. E também já aprendi que faz parte do crescimento, sabendo que há crianças mais birrentas que outras. O meu filho está ali no meio termo, mas para mim isso já é demasiado! Reviro os olhos sempre que percebo que está a fazer birra, começo a fumegar pelas orelhas e perco a paciência em segundos... Bem tento contar até dez, mas ainda estou no número quatro e já estou a mandá-lo calar. Não devia, eu sei, mas nem sempre (a maioria das vezes) consigo controlar-me. E o que é certo é que ralhar, muitas vezes, piora a situação e em vez de ter que resolver uma birra, tenho que resolver um choro birrento (bem pior, garanto!).

Não, ainda não fui presenteada com uma daquelas birras de espernear no chão, felizmente!

E esta é a minha grande falha como mãe. Pronto, já admiti. Bem gostava de ser diferente e ter essa qualidade e capacidade (ser uma pessoa muito zen perante uma birra) mas ainda não o consegui. Quem sabe um dia?

Até lá, prometo melhorar. E ignorar. Talvez seja o melhor a fazer na maioria das situações. E, já agora, ignorar também as birras de adultos (que as há!). 

Querem partilhar comigo como gerem as birras dos vossos pequenos? 😊


De hoje...


Tendo em conta a noite passada, eu não preciso apenas de uma chávena de café. Preciso mesmo de um balde! Estou K.O. 😪 💤

Segunda-feira atípica


Seria uma segunda-feira normal se o M não estivesse doentinho e tivesse ido à escola e eu não andasse de termómetro na mão para controlar a sua temperatura. 

Começou ontem com queixas, a chorar e a dizer que lhe doía a boca e a bola que estava lá dentro (com esta descrição deduzimos que fosse a garganta). Verificámos que já estava a fazer febre e como entretanto não acalmou (aliás, o choro intensificou-se), lá fomos nós com ele ao hospital. A garganta estava um pouco vermelha, mas nada de alarmante, e tudo o resto também parecia bem. A febre não era alta, por isso, só nos restava continuar a vigiar... 

Se calhar fomos precipitados, mas tendo em conta o choro intenso e a apatia dele (que mesmo doente costuma ser bastante enérgico; da última vez, com uma virose, parecia que estava a fazer a maratona  pela sala de espera do hospital), achámos melhor que fosse visto. 

Hoje não estava nada melhor e resolvi ir à médica dele. Diagnóstico: infeção na garganta. Pergunto-me como é que ontem à noite não tinha nada e hoje já estava desta forma... Bom, se calhar é assim mesmo... Agora também não interessa. O importante é que melhore depressa. Prefiro mil vezes ouvi-lo a fazer barulho do que esteja assim "murchinho"...

Só um aparte e em jeito de desabafo, é certo que ando cansada de médicos, este ano tem sido um fartote de consultas, urgências, medicamentos, mas enquanto for assim, com coisas pouco graves, já não é nada mau... Há que ver o lado positivo de tudo, não é verdade?

Espero que dias mais normais regressem rapidamente ao nosso lar...

Esgotamento

Quando, há vários meses atrás, a médica me diagnosticou com este problema, pensei que não era tão mau assim, que ela estava a exagerar. Eu apenas andava um pouco mais cansada do que o normal e era só isso. Era só um cansaço extremo. Sim, a exaustão faz parte, mas não é só. 

Custei a aceitar este diagnóstico, mas depois que interiorizei que estava mesmo doente, comecei a perceber a verdadeira dimensão do problema e, ao mesmo tempo, a ver uma luz ao fundo túnel. Sabia que ia demorar a tratar-me, mas também sabia que não era impossível. Passa-se por muitos altos e baixos, há alturas em que desanimamos e achamos que vamos andar sempre assim, uns dias bem e outros dias completamente de rastos, foi necessário recorrer à medicação, sobretudo para dormir e obrigar o corpo e a mente a relaxar e a descansar, mas, se não se perder o foco, consegue-se chegar à meta. Demora o seu tempo, é certo, no entanto, chega-se lá. 



Não fiz segredo da doença, mas achei melhor não contar a conhecidos, e alguns amigos até, o que se estava a passar comigo. O esgotamento é, ainda, uma doença pouco compreendida e cheguei a sentir isso na pele. Chegaram a dizer-me que isto era uma frescura minha, algo de quem não tinha o que fazer, porque estar em casa não me fazia ficar cansada e sem tempo para insónias. Ora depois de tais palavras, remeti-me ao silêncio e guardei o meu problema para mim e para quem de direito. Mais ninguém tem conhecimento. Para quê? Nesta fase, tudo o que eu preciso é de tranquilidade, não de chatices. Dar crédito a quem ainda considera que trabalhar a partir de casa não é um trabalho a sério (sou revisora linguística freelancer) e que algumas doenças são manias? Não, muito obrigada. Tenho que estar focada em coisas boas, não em parvoíces. E agora que estou no bom caminho, quase à chegar à meta desejada, não quero desvios. 

Não!

Cá por casa, andamos na fase do não...



- M, vamos vestir para ir para escola!
- Não! 
- Anda comer!
- Não! 
- Já acabaste de brincar com os legos? Então coloca-os no cesto!
- Não! 
- O que fizeste hoje na escola? 
- Não sei.
[Pelo menos não disse apenas não...]
- A R. hoje fez anos, cantaste-lhe os parabéns? 
- Não... 
-Vamos tomar banho!
- Não! 
- Coloca o chapéu!
- Não! 
- Está na hora de ir dormir... 
- Não, não. Não, não está! 

E podia continuar... Mas já deu para perceber que o "não" tem sido a palavra preferida do M...

Como lidar sem perder a paciência na maioria das vezes? Uff... Não sei... 

"Crie um blog", disse-me ela...


Numa das minhas últimas consultas, a minha médica dizia-me que devia falar mais dos meus sentimentos. Verbalizá-los e não guardar tudo para mim porque via-se que era algo que acabava por me fazer mal. Ora, uma vez que não me sinto à vontade para falar de tudo o que me vai na alma com as pessoas (mesmo em quem confio), sugeriu que escrevesse. "Escrever vai limpar-lhe a alma e a cabeça", dizia-me a médica. E surge a ideia do blogue porque, segundo ela, num caderno que ninguém vai ler, não faz muito sentido. Era melhor uma espécie de caderno virtual, por exemplo, onde possa surgir alguma troca de ideias, de partilhas, de perspectivas de vida diferentes, quem sabe com quem passa uma fase semelhante à minha, ou já passou... O objetivo é por-me a "falar" e se encontrar alguém disposto a "ouvir-me" e a trocar ideias comigo, melhor. 

Bom, o blogue já está criado, como se pode ver, e há muito que escrevo em cadernos virtuais como forma de escape... Só tive vergonha de o dizer, não fosse ela querer saber qual é o blogue... 

Resta-me, por fim, escrever mais, e mais sobre o que vai cá dentro. Confesso que com tudo o que tem acontecido nos últimos meses, perdi um pouco a vontade de desabafar em textos mais ou menos longos. Vou usando imagens, frases, que na maioria das vezes só eu percebo o que querem transmitir. Se calhar, deveria usar mais palavras minhas. Talvez me faça sentir mais leve... 

Acho que está na hora de perder o medo de dizer em voz alta como me sinto... Medo esse que nunca percebi como o ganhei... 

♫ Cá por casa toca...

Quando esta música começa a tocar, não resisto em aumentar o volume. 
ADORO ♥


Coisas


A vida consegue ser muito engraçada. Aqui há uns tempos queixava-me com falta de inspiração, em que abria o editor de texto e as palavras não fluíam. Agora, tenho mil e um posts na cabeça e pouca disponibilidade para os escrever e desenvolver. Entre tanta coisa para fazer acabo por deixar o blog um pouco de lado. Há outras prioridades e o lazer vem sempre em último lugar... 

Acho que tenho que me organizar melhor e deixar um espacinho no meu dia para fazer o que mais gosto. Era ouro sobre azul! 

Sou eu, sem mudar nada

Algumas pessoas dizem que sou muito sensível.
A verdade é que eu apenas sinto demais.
Cada palavra, cada atitude e cada energia vão diretos ao coração. 

Às vezes gostava de ser diferente


E de não ser assim, tão preocupada com os outros, de tornar os problemas deles também meus, afligir-me com as suas preocupações, oferecer-me para ajudar, tentar estar sempre lá... 

Às vezes gostava de ser diferente e de não ser um coração mole, que desculpa tudo e que sabe que a seguir vão voltar ao mesmo...

Conseguisse eu não ser assim e começava a colocar-me em primeiro lugar e deixava de me preocupar tanto com os outros. Porque da última vez que me preocupei tanto, recebi como recompensa um belo de um pontapé no rabo e um monte de chatices para o meu lado. 

Ainda assim, não aprendi. Mas mantenho a esperança de um dia deixar de ser tão parva... 

Dos últimos dias...



Cansaço, muito cansaço e imenso sono! 
Acho que preciso de abrandar o ritmo ou corro o risco de voltar à estaca zero. E isso eu não quero... 

31 ♫



You're broken down and tired
Of living life on a merry go round
And you can't find the fighter
But I see it in you so we gonna walk it out
And move mountains
We gonna walk it out
And move mountains


And I'll rise up
I'll rise like the day
I'll rise up
I'll rise unafraid
I'll rise up
And I'll do it a thousand times again
And I'll rise up
High like the waves
I'll rise up
In spite of the ache
I'll rise up
And I'll do it a thousands times again
For you
For you
For you
For you


When the silence isn't quiet
And it feels like it's getting hard to breathe
And I know you feel like dying
But I promise we'll take the world to its feet
And move mountains
We'll take it to its feet
And move mountains


And I'll rise up
I'll rise like the day
I'll rise up
I'll rise unafraid
I'll rise up
And I'll do it a thousand times again
For you
For you
For you
For you


All we need, all we need is hope
And for that we have each other
And for that we have each other
We will rise
We will rise
We'll rise, oh oh
We'll rise


I'll rise up
Rise like the day
I'll rise up
In spite of the ache
I will rise a thousands times again
And we'll rise up
Rise like the waves
We'll rise up
In spite of the ache
We'll rise up
And we'll do it a thousands times again
For you oh oh oh oh oh
For you oh oh oh oh oh
For you oh oh oh oh oh
For you

30 ♡


E, às vezes, é mais difícil do que parece... 

Quando...


Achavas que aquela pessoa não te podia desiludir mais, afinal... 
Que facada nas costas, senhores! Por esta eu não esperava... Aliás, já não espereva mais nada... 

Enfim, vivendo e aprendendo, não é verdade? 

27 ☀


24 ♥


Dúvidas minhas


A amiga descobre que tem um problema de saúde. Eu, de longe a longe, vou ligando para saber como está e fico a saber que terá que ser operada. No dia anterior à operação, ligo para desejar que tudo corra pelo melhor. Dias depois, já em casa e apta para receber visitas, vou à florista e compro uma flor bonita e que sei que vai gostar, para lhe oferecer. 

Vários meses se passaram. Eu adoeci e estive algumas semanas em repouso. Nem conduzir conseguia pois a medicação que estava a tomar era tão forte, que adormecia. Ela soube pelo meu marido que eu estava doente. Não que tivéssemos feito questão em contar, apenas calhou, porque tivemos que recusar um convite para jantar com ela e o seu marido. 

Não recebi um único telefonema por parte dela para saber se estava bem ou o que se tinha passado comigo. Nem uma sms. Nem uma mensagem via facebook. Nem uma visita. Também não recebi uma flor, muito menos artificial. 

Este é apenas um exemplo de algo que costuma acontecer com frequência na minha vida. Eu procuro saber, telefono, mando mensagens, preocupo-me, mostro-me interessada, teço elogios... Já o contrário é... Nada. 

Eu não dou nada a ninguém para receber o mesmo em troca. E não falo de presentes, nem de flores. Se gosto de alguém, preocupo-me genuinamente. E gosto de, de vez em quando, saber como estão. Faço-o de coração, sem interesses ou segundas intenções. 

Mas às vezes surgem na minha mente várias dúvidas. As mais recorrentes são: porque é que as pessoas têm tendência em esquecer-se de mim? Porque é que não se preocupam? Será que gostam mesmo de mim? Porque se gostassem, procuravam saber notícias minhas nem que fosse uma vez por ano. Ou não é assim que funciona?

Aos olhos dos outros, isto pode parecer parvoíce, ou mesmo infantil. No entanto, para mim, mesmo que parvo, não deixa de ser importante. Afinal, as pessoas também vivem de afetos e gostam de saber que se preocupam com elas. Ou estarei errada e serei a única? 

Por isso, ponho-me a pensar porque me preocupo tanto com os outros e não sinto ninguém a preocupar-se comigo... Quantas amigas tenho longe e se não for eu a contactar, não recebo nem uma micro sms... 

E no meio de todas estas divagações, surge aquela dúvida... O problema é meu, não é?

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O meu estado atual... 



E eu, como estou?

Bem melhor! 

A alteração na medicação fez efeito e tenho-me sentido bem. Já não ando tão cansada, as dores de cabeça são cada vez mais raras, ando mais enérgica, tenho dormido muito melhor e só isto, ter um sono de qualidade, fez quase toda a diferença! Até o meu humor mudou, a minha disposição para fazer as coisas aumentou, assim como a paciência (que andava quase no nível zero, diga-se, e ninguém tinha culpa do meu estado mas, enfim, são águas passadas e eu não estava a conseguir controlar tudo). O que umas noites bem dormidas conseguem fazer por uma pessoa! 


Ainda não me sinto a cem por cento, sei que falta dar alguns passos para lá chegar, mas começo a ver uma luz ao fundo do túnel e sei que é possível recuperar totalmente (houve alturas em que duvidei). 


Estou no bom caminho, só preciso de continuar a manter o foco, sem desvios...

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