14 de agosto de 2017

Tenho saudades do outono


Perdoem-me aqueles que adoram o verão, que vibram com os dias de calor mas, euzinha, sou aquela pessoa das temperaturas mais frescas. Por isso, por mim podia ser sempre outono. Ou primavera. Aquelas alturas do ano em que as temperaturas são amenas e agradáveis de sentir, quer de dia quer de noite. 


Tenho saudades do outono. Das suas cores, da sua luz. Dos dias mais frescos mas que ainda nos deixam fazer uns passeios em família. Das folhas caídas no chão e do som que emitem quando caminhamos por cima delas. 


Podia ser já outono. Ou talvez não, porque assim o inverno também se aproxima depressa. Na verdade, eu quero é que agosto acabe. A cada ano que passa, gosto cada vez menos deste mês. Não gosto da confusão das praias, das ruas, dos centros comerciais, dos hipermercados, das filas dos restaurantes... Demoro sempre mais tempo a chegar a qualquer lado. Só gosto mesmo das férias que este mês me traz, dos reencontros que só acontecem nesta altura mas, se pudesse, mudava isso para setembro. 


Bom... Acho que já estou a divagar. Tenho saudades do outono, sim, porém o importante é aproveitar um dia de cada vez, viver sem pressas e procurar o lado bom de tudo o que vida nos dá. Até deste mês que digo que não gosto. E o outono virá. Aliás, tudo virá a seu tempo. 

11 de agosto de 2017

Eu, sempre eu...


Sempre fui apologista de nunca comprar guerras com ninguém. De, no meio de chatices, fazer por ignorar e não me chatear muito mais com aquilo. Deixar estar para lá... Porque, mais cedo ou mais tarde, a vida coloca tudo nos lugares certos e dá as lições a quem está a precisar delas. Para quê intrigas? Para quê provocar discussões?

No entanto, tenho vindo a pensar que esta minha postura nem sempre é a mais acertada. Se calhar, não devia deixar tanto para lá e devia falar mais, defender-me mais... É que, para ser sincera, só me tenho prejudicado. Sendo curta e grossa, quanto mais quieta eu estou, mais me lixo. 

Vejamos: há uns anos atrás, duas amigas chatearam-se e quem se tramou fui eu. Verdade. A intriga e o enredo foram de tal ordem enormes, que fui parar lá ao meio e saí bem prejudicada. Até hoje. Por isso penso, se tivesse falado, se me tivesse defendido, teria sido diferente? Talvez. Mas não estaria a criar ainda mais discussões? A colocar mais lenha na fogueira? Pois... 

Agora... Andam algumas pessoas da família com quezílias e adivinhem quem já levou por tabela? Eu. E valeria a pena chatear-me? Ir discutir (ainda mais) para por os pontos nos is? Não sei, não sei... 

Às vezes acho que devo ter assassinado alguém numa outra vida para agora estar a merecer isto. Serei assim tão má pessoa para não ter um pouco de paz? 

A sério... Não me intrometo no assuntos dos outros, não falo mal de ninguém, não levanto a voz, estou sossegada no meu cantinho... Por que é que só me tentam tramar? 

Infelizmente, não me estou a armar em vítima. Acontece mesmo e ultimamente tem sido com frequência. Parece que tenho um íman a atrair problemas, sobretudo os dos outros... 

9 de agosto de 2017