17 de julho de 2018

Mudanças e mais mudanças

Acho que todos passamos por fases de mudança na nossa vida. Mais do que uma vez. Mau seria se fossemos sempre os mesmos e não mudássemos nadinha de nada à medida que o tempo vai avançando. A verdade é que vida e as suas circunstâncias mudam-nos sempre um pouco. 

Com tudo o que me tem acontecido, estou novamente numa dessas fases. Apetece-me mudar tudo, dar uma volta de 180º à minha vida. E quando digo tudo, é mesmo tudo... 

A verdade é que a minha vida tem mesmo de mudar. Não posso continuar assim, a sentir-me no fundo do poço e sem nada fazer para sair de lá. Porém o interior não consigo mudar de um dia para o outro, tem que ser de forma gradual. Mas estou a trabalhar para isso, de forma bem árdua. 

Como qualquer início de uma mudança tem que ser assinalada (não tem, mas eu gosto de pensar que sim), apostei numa mudança de exterior. Não sei o que me deu, não sou nada radical, mas acho que precisava, como espécie de lembrete: está na hora de agir. Cortei o cabelo bem curto (já não me lembro da última vez que o usei assim - acho que só em miúda), escureci-o, e passei a aceitar os meus pseudo caracóis, as minhas ondas. Guardei a prancha do cabelo e apostei nos cremes de pentear para potenciar o cabelo ondulado. 

E agora, sempre que me vejo ao espelho (e quase não me reconheço - estou a habituar-me), lembro-me sempre: a mudança é agora. É só continuar a trabalhar para isso. 


13 de julho de 2018

9 de julho de 2018

A pergunta que se impõe...


Como é que eu saio deste "buraco" onde me enfiei sem desejar?!

6 de julho de 2018

Isto é de doidos...

Acordas a chorar... Sentes-te completamente sozinha... Pensas em ligar a alguém mas as tuas escassas hipóteses não vou poder atender porque estão dentro do horário de trabalho. Se ligares ao marido ele vai largar tudo o que está a fazer e não queres isso... E depois, nem sabias o que lhe ias dizer porque, honestamente, nem tu sabes porque andas sempre a chorar... Desistes de falar com quem quer que seja, pois ninguém te ia compreender. Nem tu te entendes, nem consegues encontrar as palavras certas para te fazeres entender. Os teus sentimentos são confusos... 

Secas as lágrimas porque o teu filho acabou de acordar e não queres que te veja assim... 

Segues com o teu dia a fingir que está tudo bem e que nada aconteceu logo pela manhã... 

Às vezes sinto que estou a tornar-me bipolar... Sou uma completa estranha para mim mesma... 

3 de julho de 2018

Continuo por aqui...

Estou viva, não desapareci, e estou bem, dentro de toda esta situação. Estou a tentar encontrar o meu caminho, o meu ponto de equilíbrio e a tentar recompor-me (uma vez mais). A vida é mesmo assim, com altos e baixos, com dias bons e menos bons, com pedras no caminho que estou a tentar arrumar.


Estou a dever-vos dezenas de comentários, visitas mais regulares aos vossos blogues que tanto gosto de acompanhar. E também tinha prometido a mim mesma que ia voltar a escrever mais, mas a verdade é que não tenho conseguido e, para dizer a verdade, também nem sempre me apetece. É uma fase... Eu sei que é... E não tarda vou voltar a todo o vapor.  

25 de junho de 2018

Vários

Sempre utilizei a escrita como escape mas ultimamente não o tenho feito. A verdade é que quando temos problemas torna-se difícil falar deles, mesmo que por escrito. Estou numa fase em que nem sempre consigo falar sobre o que me vai na alma. Sobretudo porque custa admitir que não sou perfeita, tenho problemas, erro muito, a minha vida não está um mar de rosas e, neste momento, há muita coisa que me incomoda e me está a tirar a serenidade. 

Há uns tempos tive o meu casamento por um fio e, agora, estamos a atravessar uma fase igual. Há um motivo que é o mesmo e, entretanto, surgiram outros problemas. Ando cansada de muita coisa e uma delas é a família dele. Incomoda-me muita coisa, odeio outras tantas e isso está a afastar-me do meu marido. Já tentei fazer ver o meu ponto de vista, e bem quero que isso não interfira entre nós, mas não está a ser fácil. Ele não compreende o que lhe digo e sinto ou, então, não quer entender e aceitar. Não sei... O que sei é que todo este turbilhão de sentimentos que trago comigo, está a afetar o nosso relacionamento...

Depois há a minha família. Confesso que também ando pelos cabelos com certas coisas. Desde que o meu pai se reformou que toma antidepressivos. E nada mais faz para melhorar e sair daquela depressão. Já lá vão 8 anos. A minha mãe anda numa constante pilha de nervos por causa dele e de algumas atitudes. Desabafa sempre comigo, que sou a que estou mais próxima, e eu também acabo por viver todo aquele ambiente. Estou cansada... Mesmo cansada de ser o muro das lamentações e, muitas vezes, da raiva. Que culpa tenho eu? Porque há alturas em que, pela forma como a minha mãe me fala, parece que sou eu a culpada. Tenho a minha vida, não posso estar a vigiá-lo de minuto em minuto quando ela não está. Mas se nesse minuto em que não estou a olhar, alguma coisa falha, ui... É melhor tapar os ouvidos. 

«Não.» « Não posso.» «Não estou disponível a essa hora.» «Hoje não dá.» Estas são frases que muitas pessoas não aceitam vindas de mim. Porque eu tenho que estar sempre disponível. Porque eu não estou ocupada. Porque, afinal de contas, tenho um trabalho sem horários, posso sempre, a qualquer hora, e depois continuo o que estava a fazer, porque tenho tempo. Vale a pena explicar às pessoas o contrário? 

Por falar em trabalho... Não, não me sinto realizada. Tem dias em que sim, mas nos últimos tempos o sentimento é o contrário. Trabalho no que gosto, é verdade, mas tem-me apetecido mandar tudo às urtigas. 

A bem da verdade, anda-me apetecer mandar a minha vida toda às urtigas. 

Ah! E acho que estou a entrar numa depressão.