24 de junho de 2017

Este dia ia chegar...

Hoje talvez seja um dos dias mais tristes da minha vida... O que sinto é uma enorme e profunda tristeza. Não tenho mais força para continuar a ser otimista e tentar levar as coisas a bom porto e ainda continuar a preocupar-me com os outros, com o que eles pensam e sentem quando, na verdade, o que sinto é que ninguém se preocupa dessa forma comigo. 

Estou tão cansada... 

Larguei os remos e desisti de remar contra a maré. Não tenho força para mais. Não tenho.Vou deixar o barco andar à deriva porque não me apetece conduzi-lo mais. 

Estou mesmo muito cansada... Cansada de tudo... 

22 de junho de 2017

Um desabafo


Numa das minhas consultas, a médica disse-me que era muito importante que eu não guardasse todos os sentimentos para mim. Claro que é mais uma daquelas coisas que já estava farta de saber, mas a verdade é que nunca fui de exteriorizar o que sinto, sobretudo nos momentos mais tristes. E isso faz com que fique muito sobrecarregada de sentimentos negativos que, mais tarde ou mais cedo, acabam por se refletir de alguma forma. Foram anos a guardar tudo para mim, a não falar sobre o que se estava a passar, e eis onde estou hoje... 

A médica sugeriu, até, que se não quisesse falar, que escrevesse. O importante era exteriorizar. Mal sabe ela que tenho um blogue... Acontece que não o queria utilizar como um caderno de desabafos, porque queria que ele tivesse um registo mais alegre e fosse um álbum de boas memórias... Mas acho que não haverá mal algum se passar por aqui, mais do que uma vez, um sentimento de tristeza ou de angústia... Faz parte da vida. E fará parte da minha terapia. 

Posto isto, queria escrever sobre o que me tem andado a incomodar nos últimos tempos. Aquela parte da família que parece estar a tentar estragar o meu casamento, tem usado de tudo para o conseguir. Qualquer coisa da minha parte é defeito. O trabalho é o principal. Para aquela gente a minha profissão não é trabalho. Não pode ser, uma vez que o faço a partir de casa. Estar em casa é sinónimo de malandrice, de estar a viver à sombra do marido. Segundo os mesmos, se não fosse eu, ele teria uma vida melhor.

Claro que me custa ouvir isto e ficar quieta. Mas eu sou apologista de não colocar as pessoas umas contras as outras. Neste caso em particular, nunca quis colocar o meu marido contra a família dele, porque além de eu ficar numa posição delicada, ia estar a comprar uma guerra sem fim. Enfim... é uma questão muito complexa, mas eu sempre preferi que ele percebesse as coisas por ele, o que até agora vinha a resultar. 

Agora estou num impasse e não sei o que fazer. Não sei como reagir perante o que tenho ouvido... Falo, não falo? Ou espero pelo karma? 

20 de junho de 2017

Voltamos ao mesmo?


Quando uma parte da família nos tenta colocar um contra o outro é difícil manter uma relação estável. Nós sabemos o que queremos mas há alturas em que apetece desistir de tudo só para não ter que ouvir certas coisas. 

Há ainda outra questão. Neste momento ele só consegue ver um lado do problema e não aceita os defeitos da família. Não sei se não consegue perceber o que estão fazer, ou se percebe mas prefere ignorar para não se chatear porque, no fundo, é a família dele. 

O que conversamos estes dias mantém-se de pé mas quando o problema surge de novo à nossa frente sinto que os alicerces tremem. Eu espero que eles se aguentem firmes, mas às vezes acho que vão ruir.