15 de dezembro de 2017

Ainda sobre o Natal...

Agora somos cerca de dez pessoas à mesa, mas já fomos mais. Juntavam-se os tios, os primos e os avós. Lembro-me da minha animação quando era pequena. Tanto entusiasmo e tanta ingenuidade junta! 

Fui crescendo e fui ouvindo. Ouvia a minha mãe sempre a queixar-se que quem tinha o trabalho todo era ela. Cozinhar para tanta gente não era fácil e as ajudas eram muito poucas. Eu era pequena e quem podia ajudar, pouco ou nada fazia. O trabalho mais pesado era todo para a mesma e ela lá ia desabafando, sempre muito chateada... E eu ouvia e guardava... 

Depois ouvia os outros a reclamarem que estavam cansados de terem tanto trabalho. E observava a minha mãe, sempre a correr de um lado para o outro para ter tudo pronto a horas, e sempre a última sentar-se à mesa... 

Recordo-me que houve um ano que pedi que não houvesse Natal... Não queria ouvir as mesmas reclamações de sempre, não queria ver a cara de amuados dos tios, nem queria ouvir os primos a gozarem com os presentes dos outros... 

Ah! Os presentes! A minha mãe escolhia-os com todo o cuidado. Pensava sempre se ia ter utilidade, se eram de acordo com o gosto de quem os ia receber... Lembro-me do último presente que a minha mãe recebeu: uma coisa qualquer, sem serventia, que não tinha nada a ver com ela... Sabem, um presente que não foi pensado, foi comprado por obrigação. Entraram na primeira loja que viram e agarraram na primeira coisa que encontraram. Assim mesmo. E a cara dela de tristeza quando o abriu. E no dia seguinte, os desabafos... 

Houve um ano que levei um pontapé na mão. Era pequena, mas nunca me esqueci desse episódio. O Natal nesse ano era em casa dos tios (mas a minha mãe cozinhava e levava a comida para todos). Estava na hora de abrir os presentes. Eu, sentada no chão, abria os meus e colocava os papeis à minha volta. A tia passou e chutou os papeis todos acertando-me numa das mãos. Ficou uma bela lembrança de Natal... 

Os primos cresceram, o meu irmão casou, a família aumentou e o Natal passou a ser com cada família em sua casa. Melhor assim. Porque mesmo eu já ajudando a minha mãe, as reclamações eram as mesmas e a cara de frete dos outros permanecia. Os Natais passaram a ser mais leves. 

Ainda assim, cresci sem criar grandes expectativas para esta época. As recordações não eram muitas e também não eram as melhores... Eu só via azáfama, stress, cansaço... E parecia que o Natal era só isso. O Natal e o Ano Novo. Via os outros muito entusiasmados, com grandes planos e ideias, e eu... Só queria que chegasse a janeiro rapidamente! Portanto, para mim, o Natal não era aquela época mágica... 

Só depois que o meu filho nasceu é que o meu espírito natalício começou a dar o ar de sua graça. Encontrei-o neste pequeno ser que agora fala do Pai Natal, do Menino Jesus, das luzes e da árvore que começou a pedir para fazer ainda em Novembro. Tomo o seu entusiasmo como meu, como aquele que não tive até há cerca de três anos. É nele que vejo a magia desta época que dizem ser tão especial. ♥


14 de dezembro de 2017

Sobre o Natal...


A Emma do blogue Find Joy in the ordinary convidou-me a responder a algumas perguntas sobre o Natal. Eis algumas coisas sobre mim e esta época. 

1. Qual é o teu filme de Natal preferido?
Gosto imenso de A Christmas Carol (clicar para ver o trailer), ou Um Conto de Natal (o título adaptado em português), um filme da Disney que é  uma adaptação da história de mesmo nome de Charles Dickens. 

2. Onde costumas passar o Natal?
O Natal é sempre cá em casa, com mais ou menos 10 pessoas. 

3. Qual é a tua música de Natal favorita?
Bom... esta é difícil, mas a ter que escolher só uma música, a eleita é I'll be home for Christmas cantada por Michael Bublé.

4. Abres os presentes na véspera de Natal?
Sim, sempre no dia 24 à noite. Não espero até à meia noite porque o mais novo não aguenta até lá (de ansiedade e de sono... ah ah ah!). 

5. Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
A única parte que gosto mesmo é de nestes dias se reunir a família. O M delira com tanta gente em casa. 

6. Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa. Mas em pequena tive verdadeiras. Na altura ainda não se compravam artificiais, por isso lembro-me que íamos sempre cortar uma aos pinhais perto de casa. Tentávamos escolher o pinheiro mais perfeitinho, colocava-mo-lo num vaso com areia e depois era só decorar. 

7. Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Bilharacos, sem margem para dúvidas! 

8. Sê honesta: preferes dar ou receber presentes?
As duas coisas. E estou a falar a sério. Gosto imenso de dar presentes, de ver o sorriso de agrado de quem os recebe, de os embrulhar com todo o cuidado e carinho... Gosto mesmo de presentear as pessoas de quem gosto. Mas, estaria a mentir se dissesse que não gosto de receber. Gosto pois! 

9. Qual foi o melhor presente que recebeste?
Hum... Não sei. Não sei mesmo. Se gostar do presente, então é o melhor! [Porque já recebi daqueles que nem imaginados... ah ah ah!]

10. Qual o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
A Lapónia finlandesa, mais precisamente Rovaniemi, a cidade do Pai Natal. O lugar é lindo! Ora vem se não tenho razão... Clicar aqui

11. Momento mais memorável das férias de Natal?
Não tenho. Em tempos de estudante, tinha sempre trabalhos para fazer e achava sempre as férias curtas. Agora... férias nem vê-las! Só em Agosto. Mas, pronto, era sempre bom estar por casa, não ter que me levantar cedo... Se calhar esses eram os momentos mais fixes das férias: dormir até tarde. Ai que saudades! 

12. Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
O momento exato não me lembro. Mas sei que foi natural. Fui crescendo e percebendo que quem compravam as prendas eram os adultos e aceitei isso bem.

13. És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Estou ali no meio termo. Não ficam perfeitos, mas ficam giros. 

Agora tinha que escolher mais pessoas para responder às mesmas perguntas, mas vou sugerir que, quem quiser, as levem consigo ou responda por aqui. 😊

13 de dezembro de 2017